Faleceu Paulo Soares da Silva, mais conhecido por Polica. Ele residia na Fazenda Santa Maria. O corpo será velado no Velório Municipal e o sepultamento será hoje as 17:00 horas.
*Iniciativa pioneira apoia cooperados do sul de Minas Gerais na conquista da certificação, reforçando práticas de baixo impacto ambiental e ampliando oportunidades no mercado internacional
A Sumitomo Chemical e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) impulsionaram a conquista da certificação Carbono Neutro por cinco cooperados do sul de Minas Gerais, em uma ação pioneira voltada ao fortalecimento da sustentabilidade na cafeicultura brasileira. O reconhecimento foi oficializado durante a 29ª edição da Expocafé, realizada em Três Pontas (MG), e atesta que as propriedades avaliadas removeram mais carbono do que emitiram no processo produtivo, consolidando práticas agrícolas alinhadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.
A iniciativa integra o programa “Café Carbono Neutro”, da Sumitomo Chemical. “Estamos fazendo um trabalho pioneiro com cooperativas para que cafeicultores obtenham certificação de carbono neutro para café”, afirma Renata Bergamo, gerente sênior de Stewardship, Sustentabilidade e Propriedade Intelectual LATAM da Sumitomo Chemical. “O projeto, desenvolvido com o apoio da consultoria E2Carbon, reflete o compromisso da Sumitomo Chemical em incentivar a sustentabilidade no agronegócio”, complementa.
“Na Cocatrel, entendemos que o futuro do café passa pela sustentabilidade e pela responsabilidade ambiental. O inventário de carbono permite que nossos produtores conheçam os impactos e as oportunidades dentro de suas propriedades, transformando gestão ambiental em valor para o negócio. As certificações ambientais reforçam a credibilidade do nosso café nos mercados nacional e internacional, agregando competitividade, transparência e reconhecimento ao trabalho realizado no campo. Mais do que atender exigências de mercado, estamos construindo um legado de sustentabilidade para as próximas gerações de cooperados”, destaca Jacques Fagundes Miari, presidente do Conselho de Administração da Cocatrel.
As fazendas certificadas dos cinco cooperados da Cocatrel foram: Jaraguaia, Mina D’água, Faxina e Pinhal (localizadas no município de Três Pontas); Santa Edwirges (em Boa Esperança); e Terras Altas (em Luminárias).
“É uma honra receber esse reconhecimento pelo nosso trabalho ao alcançar a emissão zero de carbono. Para nós, o prêmio não é apenas um selo, mas a validação de um compromisso profundo com a terra e com as próximas gerações. Nada disso seria possível sem parcerias estratégicas que compartilham da nossa visão de futuro. Por isso, quero deixar um agradecimento especial à Cocatrel, pelo apoio constante e fundamental em nossa jornada cooperativista, e à Sumitomo Chemical, pela confiança e pela parceria técnica que impulsionou nossos resultados”, destaca o cooperado Antônio Machado Neto, da Fazenda Jaraguaia.
“Em um mundo onde a gente ouve falar que o agro é o vilão do planeta, receber uma certificação desse peso, com parceiros tão qualificados, com uma metodologia rigorosa e com um resultado expressivo, é muito importante para a gente”, afirma o cooperado Aurélio Felizali. “Prova com números que a realidade é outra. O agro brasileiro ganha muito com esse movimento”, completa a também cooperada Sylvia Meinberg Felizali. Ambos da Fazenda Terras Altas.
CEO da E2Carbon, empresa responsável pela certificação, Rafael Melo explica que foi emitido o Selo Carbono Neutro, que, agora, está disponível para os produtores. “Todos eles vão poder utilizar esse selo para comercializar seu café, usar nas suas redes sociais, nos materiais de marketing e buscar uma valorização, tanto junto a compradores quanto também descontos em linhas de programas feitos para financiamento e investimento”, conta Melo. O escopo de análise foi de janeiro a dezembro de 2025, e o selo poderá ser usado no decorrer de 2026 até a validade da certificação.

Análise
O objetivo do programa “Café Carbono Neutro”, da Sumitomo Chemical, é mensurar as emissões e as remoções de carbono dentro das lavouras de café. Nas propriedades, primeiramente, foi realizado o estudo das emissões, presença de nitrogenados, aplicação de calcário, ureia, emissões relativas aos processos de secagem e de combustão móvel – que estão atreladas ao uso de equipamentos, maquinários e veículos. Assim, destaca Melo, foram quantificadas todas as emissões para entender o perfil de manejo dos produtores da região.
“Depois, a gente começou o estudo dos sumidouros de carbono, das fontes de remoção de carbono. Essas fontes foram mapeadas, principalmente, em duas seções diferentes: mudança de uso do solo, quando houve a conversão de pastagens e áreas degradadas para lavouras de café, que mostra um aumento de remoção de carbono; e também na biomassa das plantas, que é com base no incremento médio anual que cada planta tem dentro da sua biomassa”, explica o CEO da E2Carbon.
Com o mapeamento das fontes, além das remoções biogênicas, por adubação verde e uso de plantas de cobertura, foi realizado um cálculo das emissões menos as remoções, para que pudesse ter o resultado das lavouras, de como elas se comportam em relação à emissão de carbono.
“A metodologia aplicada para a certificação dos produtores de café envolve a mensuração das emissões de gás do efeito estufa e a quantificação da captura de carbono, principalmente pelo manejo adequado do solo e a utilização de plantas de cobertura. Esse balanço resulta na neutralização da pegada de carbono, conferindo aos produtores o Selo de Carbono Neutro”, reforça Renata Bergamo.
Inventário de carbono
Além da certificação individual dos cooperados, a Sumitomo Chemical também contribuiu para a realização do inventário de carbono da própria Cocatrel. Esse inventário, que mapeou as emissões em 45 unidades da cooperativa, focou nos escopos 1 e 2, que abrangem gastos com energia elétrica, água, combustível e outros insumos operacionais. A iniciativa auxilia o programa de sustentabilidade da cooperativa e oferece uma base sólida para futuras ações e gestão de sua pegada de carbono.
“O inventário de carbono é essencial para medir os impactos das nossas atividades e planejar as melhores estratégias para reduzir as emissões, além de atender às exigências do mercado e demonstrar nossa responsabilidade ambiental”, explica Thamiris Bandoni, gerente do Departamento de Sustentabilidade da Cocatrel.
O programa de relacionamento com parceiros comerciais que viabilizou essa parceria é o “Matsu”, lançado recentemente pela Sumitomo Chemical e focado especificamente em cooperativas. O nome Matsu, que significa “pinheiro” em japonês, simboliza a longevidade e a força, valores que a Sumitomo Chemical busca promover no relacionamento com as cooperativas e no desenvolvimento de um agronegócio mais resiliente e sustentável.
“Esse reconhecimento não apenas valoriza o esforço dos cafeicultores em adotar práticas mais sustentáveis, mas também abre novas oportunidades em mercados internacionais, especialmente na Europa, onde a demanda por produtos com menor impacto ambiental é crescente. A certificação Carbono Neutro confere um diferencial competitivo importante para o café brasileiro, posicionando-o como uma bebida premium e sustentável”, conclui a gerente sênior da Sumitomo Chemical.

O presidente da Cocatrel, Jacques Fagundes Miari, destacou o sucesso do segundo dia da Expocafé 2026, realizada no Aeroporto Municipal de Três Pontas. Segundo ele, o movimento aumentou significativamente em relação à abertura da feira, principalmente porque o produtor rural costuma utilizar o primeiro dia para conhecer as novidades e fazer uma prospecção inicial dos negócios.
ENTREVISTA
Como o senhor avalia o segundo dia da Expocafé 2026?
Esse segundo dia de Expocafé teve um aumento muito grande no movimento. O primeiro dia é mais voltado para a prospecção, quando o produtor vem, passa mais rápido e observa o que está disponível na feira. Mas hoje nós estamos com a visitação acima da média, fechando negócios e vivendo um sucesso total na nossa Expocafé.
A Expocafé é considerada referência em inovação e tecnologia na cafeicultura. O que faz a feira ter essa importância?
O berço da inovação, da tecnologia e das tendências da cafeicultura está aqui na Expocafé. Esse braço junto com a Ufla e a Prefeitura, iniciado há 29 anos, mostra o seu papel todos os anos. Desde o início, a feira apresenta lançamentos, tendências e inovações que ajudam o produtor a ter mais eficiência.
A feira apresenta muitos maquinários e novidades para o setor. O que está chamando mais atenção este ano?
Sem dúvida, a automação. A mão de obra está cada vez mais cara e precisamos compensar isso com mais tecnologia. Este ano já estamos apresentando tratores autônomos e tratores elétricos. Já tínhamos avançado muito com os drones e agora demos mais um passo importante. São tecnologias que devem se tornar realidade no campo nos próximos anos.
Sobre a dificuldade de contratação de mão de obra, como os produtores receberam a aprovação do registro do safrista sem perda dos benefícios sociais?
Isso foi muito bem recebido pelo setor. Era uma demanda antiga da produção rural, da bancada ruralista e também das cooperativas. A proposta já foi aprovada e estamos aguardando apenas a sanção presidencial para que a lei entre em vigor. Isso vai trazer mais segurança e facilidade para registrar o trabalhador, permitindo que ele trabalhe regularizado sem perder seus benefícios sociais.
A Expocafé também ampliou muito a programação de palestras e seminários neste ano. Qual foi o objetivo?
Nós reforçamos ainda mais essa tradição de fornecer conhecimento ao produtor. Antecipamos a abertura da feira para segunda-feira justamente para termos terça, quarta e quinta-feira repletas de palestras e seminários. O objetivo é aperfeiçoar cada vez mais o produtor e discutir temas importantes para o setor.
Quais temas estão sendo mais debatidos?
A reforma tributária é um dos principais assuntos porque vai impactar muito o produtor rural. Estamos realizando três painéis sobre o tema durante a feira para reforçar a necessidade de o produtor entender o que está por vir. Não é só produzir café, é preciso também estar atento à gestão da propriedade e às mudanças que afetam o setor.
O senhor destacou a importância da sucessão familiar no campo. Como a Cocatrel trabalha essa questão?
Nós percebemos isso muito dentro da cooperativa. O trabalho com cafés especiais trouxe muitas mulheres para dentro da Cocatrel e agora estamos vendo também muitos jovens cooperados entrando no setor. O pós-colheita acaba sendo uma porta de entrada para essa nova geração, porque eles conseguem perceber rapidamente o resultado do empenho deles. Isso gera valor, aproxima as gerações e faz com que os jovens criem mais amor pela fazenda e pela cafeicultura.
O Grupo Cafeína ganhou grande destaque na Expocafé. Como o senhor vê essa evolução?
No início talvez tivéssemos uma expectativa, mas hoje acreditamos que elas ainda têm um potencial muito maior. Na área de cafés especiais, as mulheres já conquistaram praticamente 50% dos cafés premiados. Foi uma evolução enorme em pouco tempo. Elas estão assumindo propriedades, participando da sucessão familiar e trazendo essa continuidade para as próximas gerações.
Os cooperados da Cocatrel encontram condições especiais durante a feira?
Sim. Tanto na Expocafé quanto nas Fecons, nós trabalhamos com condições especiais de comercialização, mas principalmente na Expocafé. Como fazemos compras em grande volume, conseguimos trazer melhores atrativos para os produtores. Esses eventos acabam sendo o momento ideal para o cooperado fazer suas negociações e preparar sua safra com mais tranquilidade.
Para o senhor, o que representa presidir a Cocatrel e realizar uma feira dessa magnitude?
É motivo de muito orgulho. Isso é fruto de uma grande parceria e do trabalho de toda a equipe da Cocatrel, que faz tudo com muito carinho para os produtores. O cooperativismo é gratificante porque conseguimos contribuir diretamente para o desenvolvimento do produtor rural. A razão de existir de uma cooperativa são os cooperados e ver nossa equipe trabalhando, trazendo resultados e os cooperados satisfeitos é o maior orgulho que um dirigente pode ter.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Sul de Minas, em conjunto com o Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha (CDL Varginha), encaminhou nesta terça-feira (26), um ofício ao deputado federal Pedro Aihara com considerações técnicas sobre o Projeto de Lei nº 841/26, que prevê a obrigatoriedade do fornecimento gratuito de água potável filtrada em bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos similares.
No documento, as entidades reconhecem a relevância social da proposta ao ampliar o acesso à água de qualidade, mas alertam para os impactos econômicos, operacionais e sanitários que a medida pode gerar, especialmente para micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior parte dos negócios do setor de alimentação fora do lar.
De acordo com André Yuki, entre os principais pontos apresentados, o ofício destaca que a responsabilidade pela qualidade da água distribuída é das concessionárias de saneamento e que a exigência de filtragem adicional transfere aos estabelecimentos custos relacionados à aquisição e manutenção de filtros, higienização, controle sanitário e adequações estruturais.
As entidades também apontam que a obrigatoriedade pode ampliar despesas operacionais com lavagem de copos e jarras, consumo de água e energia, além de aumentar o tempo de trabalho das equipes. Segundo o documento, o setor opera atualmente com margens reduzidas e enfrenta dificuldades financeiras agravadas pela inflação e pela queda no consumo fora do lar.
Outro ponto destacado é o impacto potencial no faturamento dos estabelecimentos, já que as bebidas representam parcela significativa da receita de bares, cafeterias e restaurantes. O texto afirma que a oferta gratuita de água pode reduzir o ticket médio dos clientes sem diminuir os custos fixos das empresas.
O ofício ainda chama atenção para ambiguidades no texto do PL, como a ausência de definição sobre a temperatura da água, a forma de serviço e os recipientes utilizados, fatores que podem gerar conflitos entre consumidores e estabelecimentos, além de insegurança jurídica.
As entidades citam experiências de localidades como Brasília, Rio de Janeiro e Sergipe, onde normas semelhantes já estão em vigor, apontando aumento de custos operacionais, maior responsabilidade sanitária e dificuldades de adaptação para pequenos negócios.
Ao final, o documento sugere alternativas para aperfeiçoamento da proposta legislativa, como a substituição da obrigatoriedade por incentivos à oferta voluntária de água filtrada, parcerias com municípios para instalação de bebedouros públicos e apoio técnico e financeiro aos estabelecimentos que optarem pela adesão.
Dados do setor reforçam preocupação das entidades
* A inflação da alimentação fora do lar registrou alta de 0,59% em abril, abaixo do IPCA geral (0,67%), enquanto os principais insumos do setor, reunidos no grupo alimentação e bebidas, subiram 1,34%;
* Pesquisa da Abrasel mostra que 36% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar os preços nos últimos 12 meses, mesmo diante do aumento dos custos operacionais;
* No acumulado de 12 meses, a alimentação fora do lar registra inflação de 6,31%, acima da inflação geral do país (4,39%). Entre os itens com maior alta estão os lanches (9,60%) e o cafezinho (8,51%);
* Levantamento da CNC aponta que a inadimplência associada às apostas online retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista entre 2023 e 2026;
* Pesquisa da Abrasel identificou que 43,5% dos empresários percebem impactos das bets no desempenho dos estabelecimentos, principalmente na queda da frequência de clientes e na redução do consumo;
* Entre empresários que perceberam influência das apostas online, 62,1% relataram diminuição no movimento e 62,2% apontaram redução no gasto médio dos consumidores;
* O setor também observa reflexos no ambiente de trabalho: 75,5% dos empresários relataram aumento do endividamento de funcionários e 55,1% registraram crescimento nos pedidos de adiantamento salarial;
* Segundo pesquisa da Abrasel, 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso;
* O avanço dos medicamentos para emagrecimento também começa a impactar bares e restaurantes. Levantamento da Abrasel aponta que 61% dos empresários já perceberam mudanças no comportamento de consumo associadas ao uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro;
* Mais da metade dos empresários relatou redução no consumo de pratos principais e sobremesas, além do crescimento na procura por bebidas não alcoólicas;
* Dados da PNAD e do Caged mostram desaceleração do mercado de trabalho no setor, com queda nas contratações e aumento do salário médio, ampliando a pressão sobre os custos das empresas;
* Pesquisa da Abrasel revelou aumento do número de empresas operando no prejuízo: o índice subiu de 23% para 33% entre janeiro e fevereiro, enquanto 38% dos estabelecimentos afirmaram possuir pagamentos em atraso.

Faleceu Francislaine Aparecida Cabral mais conhecida por Fran do Vagner que mora no Sítio Marmelada no Pontalete. O corpo está sendo velado no Velório Municipal e o sepultamento será às 18:00 horas.

A Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas (ACAITP) marca presença na Expocafé 2026 reforçando um dos pilares que fazem parte da sua história: a conexão entre o empreendedorismo, o comércio, a agroindústria e o desenvolvimento do setor cafeeiro.
Nesta quinta-feira (28), a entidade participa do painel “A importância da gestão profissional nas propriedades rurais”, realizado às 13h30, na Tenda Centro de Convenções do Circuito Nacional do Café, dentro da programação oficial da feira.
Representando a ACAITP, participam os diretores Bruno Dixini, Gustavo Faria, Raphael Gualberto e Carmem Lúcia Chaves (Ucha), levando ao debate a visão da entidade sobre a importância da profissionalização da gestão no campo, principalmente em temas como sucessão familiar, organização, pessoas, processos e sustentabilidade nas propriedades rurais.
Mais do que representar o comércio, a ACAITP carrega em sua essência a integração entre os diferentes setores que movimentam a economia trespontana. Em uma cidade reconhecida nacionalmente pela força do café, fortalecer o relacionamento entre empresários, produtores, cooperativas e instituições é também contribuir diretamente para o crescimento econômico e social de Três Pontas.
A presença da associação na Expocafé reforça esse compromisso histórico com o desenvolvimento local, promovendo conexões, diálogo e participação ativa em pautas importantes para o futuro do agro e da cafeicultura.
A entidade entende que discutir gestão profissional no campo é discutir também permanência, continuidade, competitividade e valorização das famílias produtoras, especialmente em um cenário onde o agronegócio exige cada vez mais planejamento, organização e visão estratégica.
A ACAITP segue participando da Expocafé 2026 fortalecendo seu papel como entidade representativa, próxima dos empresários, do produtor rural e das transformações que impulsionam Três Pontas e toda a região.

A Prefeitura de Três Pontas realiza a Semana Municipal do Meio Ambiente 2026 com o tema “O futuro não é descartável!”, reforçando a importância da conscientização ambiental, da preservação dos recursos naturais e da participação de toda a comunidade na construção de uma cidade mais sustentável.
A programação preparada pela Secretaria de Meio Ambiente, foi preparada para envolver crianças, jovens e adultos em atividades educativas, recreativas e culturais, promovendo reflexão sobre atitudes do dia a dia que fazem a diferença para o planeta. Durante a semana, serão desenvolvidas ações voltadas à preservação ambiental, reciclagem, sustentabilidade, educação ecológica e valorização dos espaços públicos, incentivando a população a cuidar do meio ambiente hoje para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.
Confira a programação completa da Semana Municipal do Meio Ambiente 2026:
31/05 | DOMINGO
8h às 12h
Parque Vale do Sol
• Abertura da Semana Municipal do Meio Ambiente – Manhã de atividades para toda a família organizado com a Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro, brincadeiras recreativas, pula pula, brinquedos infláveis, pipoca, algodão doce, sorteio de brindes com a participação do SAAE e da ATREMAR.
01/06 | SEGUNDA-FEIRA
8h30 às 14h
Parque Vale do Sol
• Caminhada Ecológica com as escolas
17h às 19h
• Solenidade de abertura do II Fórum Municipal de Meio Ambiente no Auditório da Secretaria de Meio Ambiente
02/06 | TERÇA-FEIRA
17h às 19h
Parque Vale do Sol
• II Fórum Municipal de Meio Ambiente – 2º dia
Tema: Resíduos sólidos urbanos e conscientização para a reciclagem
18h
Sala de Educação Ambiental da SMMA
Parque Municipal Vale do Sol
• Palestra Especial sobre Resíduos Sólidos
03/06 | QUARTA-FEIRA
8h às 11h
• Excursão técnica aos ecopontos e estruturas de resíduos sólidos de Três Pontas (Atividade mediante prévio cadastramento)

Um jovem de 18 anos foi preso nesta quarta-feira (28), por porte ilegal de munição e apreensão de uma arma de brinquedo, em Aguanil.
De acordo com a Polícia Militar, uma guarnição fazia patrulhamento pela cidade quando recebeu uma denúncia repassada através do 190 informando que o suspeito estaria em um estabelecimento comercial com um volume na cintura parecendo ser uma arma. Os policiais foram até o local e localizaram o suspeito.
Ao ser abordado, os PM’s encontraram com ele o simulacro de arma de fogo idêntico a uma pistola, além de uma munição calibre 380 que estava intacta.
O rapaz foi preso e apresentado à Delegacia de Polícia Civil em Campo Belo.

Faleceu Geraldo Agostinho de Oliveira, esposo da Déia e pai do Gustavo, Sandra e Simone.
Ele residia na Rua Marques de Abrantes 496, no Centro. O corpo está sendo velado no velório municipal de Três Pontas e o seu sepultamento será às 16:00 horas.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) tem uma nova comandante. Na noite desta terça-feira (26), a coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, de 47 anos, assumiu oficialmente o comando-geral da corporação, em solenidade realizada em Belo Horizonte. Ao tomar posse, ela prometeu manter uma atuação “firme” contra a criminalidade e ampliar ações de prevenção à violência doméstica.
A nova comandante substitui o coronel Frederico Otoni Garcia, transferido para a reserva. Ao lado de Cleide, o coronel Sandro Vieira Corrêa assume a chefia do Estado-Maior da corporação, em substituição ao coronel Maurício José de Oliveira.
Durante a cerimônia, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que a escolha da militar ocorreu pela trajetória profissional dela. “Eu tenho a alegria de ser o governador a nomear a primeira comandante mulher, mas disse no meu discurso: essa não é a razão da decisão. É só um motivo de alegria por ser no meu governo que a gente teve a oportunidade de acabar com a limitação da participação das mulheres na Polícia Militar”, declarou.
Com a nomeação, Minas Gerais passa a ter mulheres à frente das três principais forças de segurança do estado: a coronel Jordana Daldegan comanda o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Letícia Gamboge chefia a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), e agora Cleide assume o posto máximo da PMMG.
Simões destacou o avanço feminino nos postos de comando. “Ver a segurança comandada por três mulheres, da competência e do respeito que essas três mulheres têm, é motivo de comemoração”, afirmou.
Natural da própria corporação, coronel Cleide ingressou na Polícia Militar em 1997, aos 18 anos. Três anos depois, concluiu o Curso de Formação de Oficiais da Academia da PM. Bacharel em Direito, ela possui especializações em Direito Militar, Gestão Estratégica de Pessoas e Violência Doméstica.
Ao longo da carreira, comandou a Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica, a 228ª Companhia Tático Móvel do 49º Batalhão e também esteve à frente da Diretoria de Comunicação Organizacional da PMMG. Antes da nomeação, ocupava a Diretoria de Proteção Social da corporação.

A cerimônia oficial de abertura da Expocafé 2026, no fim da tarde desta segunda-feira (25), no Aeroporto Municipal de Três Pontas, marcou a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Emater-MG e a Universidade Federal de Minas Gerais para o desenvolvimento conjunto de ações de mapeamento, extensão rural, pesquisa científica e inovação tecnológica voltadas ao setor agropecuário.
Durante a solenidade, o governador de Minas Gerais Mateus Simões que participou da destacou a força do café na economia de Minas Gerais e ressaltou a liderança do estado na produção e exportação do grão no Brasil. Atualmente, Minas responde por cerca de 50% de toda a produção nacional de café. Somente entre janeiro e abril de 2026, o estado exportou aproximadamente 7,45 milhões de sacas, gerando uma receita de US$ 3,20 bilhões.

Em seguida, Mateus Simões também participou de um encontro com representantes do setor empresarial de Três Pontas e da região. A reunião foi realizada no Silo da Cocatrel Foguetinho e promovida pela Cocatrel, em parceria com a Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas (ACAITP), e serviu como espaço para ouvir demandas do setor produtivo e discutir investimentos e ações voltadas ao desenvolvimento econômico regional.
Durante o encontro, Mateus Simões reforçou a relevância do Sul de Minas para a economia estadual, especialmente no agronegócio, além de destacar os anúncios realizados pelo Governo de Minas durante a programação do Governo Presente na região.


Um carro foi destruído pelo fogo durante a madrugada desta quarta-feira (27), no bairro Santa Inês, em Três Pontas.
De acordo com a Polícia Militar, a dona do veículo estava dormindo quando ouviu os vizinhos a chamando e percebeu muita fumaça na Rua Rio Grande do Norte. Ao se levantar, constatou que o carro, que estava estacionado em frente à residência, sobre a calçada, estava em chamas.
Com a ajuda de vizinhos, utilizando baldes de água e mangueiras, o fogo foi controlado. Quando a Polícia Militar chegou ao local, o incêndio já havia sido contido.
Um boletim de ocorrência foi registrado. A proprietária informou aos policiais que não possui desavenças com ninguém e que desconhece as causas do incêndio.

A grande maioria dos brasileiros não está empolgada para a Copa do Mundo deste ano, de acordo com pesquisa divulgada pela AtlasIntel.
O levantamento colocou cinco tópicos para a escolha: muito animado, animado, nem animado nem desanimado, pouco animado e nada animado.
Eu acho que existe um certo paradoxo que o brasileiro não está animado ainda para a Copa do Mundo, mas isso não é o suficiente para ele abandonar o evento. Cerca de 65% das pessoas afirmam que vão assistir à Copa do Mundo, elas pretendem assistir à Copa do Mundo, e 85% das pessoas afirmam que vão torcer para a Seleção Brasileira. Então, eu acho que o torcedor é muito mais motivado hoje por uma herança cultural de assistir ao evento da Copa do Mundo do que propriamente pelo ânimo e pela atmosfera que é criada nesse momento.Ygor Sampaio, head de inteligência, de marcas e hábitos de consumo da AtlasIntel.
Ygor também comentou sobre os processos para conseguir o levantamento. A empresa ouviu 964 pessoas, com uma metodologia exclusiva.
Nós ouvimos 964 pessoas. A nossa pesquisa segue nossa metodologia proprietária, o Atlas RDR, que é uma metodologia onde a gente aborda as pessoas nas redes sociais. Elas são convidadas para participar das nossas pesquisas. E aí, a partir disso, elas entram no nosso ambiente e a gente pergunta todas as informações relacionadas ao tema e também dados demográficos para entender quem é o respondente e conseguir trazer um dado que seja representativo para a população brasileira.


Somente em emendas para 2026, os recursos ultrapassam R$ 11 milhões e, somados às articulações dos deputados majoritários, os investimentos já superam R$ 80 milhões em Três Pontas
O deputado estadual Mário Henrique Caixa anunciou nesta semana um novo pacote de emendas parlamentares para Três Pontas, consolidando aquele que já é considerado um dos maiores volumes de investimentos destinados ao município nos últimos anos. O anúncio foi feito ao lado do deputado federal Diego Andrade, do prefeito Luis Carlos da Silva, o Luisinho, e do vice-prefeito Maycon Machado, durante encontro realizado no gabinete da Prefeitura.
Como acontece desde o primeiro mandato de Caixa na Assembleia Legislativa, o parlamentar voltou a oficializar recursos para diversas áreas do município. Desta vez, porém, o anúncio teve um diferencial: foi a primeira vez que ele dividiu o momento com Diego Andrade para apresentação conjunta dos investimentos.
Prestigiado por representantes de entidades e associações beneficiadas, além de secretários municipais e vereadores, o encontro confirmou recursos para saúde, infraestrutura urbana, asfaltamento de estradas, instituições sociais e segurança pública.
Ao abrir o evento, o prefeito Luisinho destacou a importância da parceria política construída pelos dois parlamentares em favor de Três Pontas. “Além das emendas parlamentares, eles abrem portas nas esferas estadual e federal e fazem intervenções políticas cruciais para qualquer demanda que o município possa ter”, afirmou.
Luisinho destacou ainda que Caixa vem mantendo um volume crescente de investimentos desde 2013 e que o deputado estadual tem buscado atender todas as áreas da administração pública.
Segundo o prefeito, o parlamentar mantém presença constante em Três Pontas, ouvindo vereadores, lideranças e a população para entender as principais necessidades da cidade.

Durante o anúncio, Caixa ressaltou que a parceria com Diego Andrade fortaleceu ainda mais a capacidade de trazer recursos ao município.
Na Expocafé, os dois parlamentares conversaram sobre novos investimentos e, somadas, as emendas anunciadas ultrapassam R$ 11,4 milhões apenas para obras, saúde, Hospital São Francisco de Assis, APAE, asfaltamento de ruas e estradas rurais.
O prefeito lembrou ainda que os investimentos vão além das emendas parlamentares. Entre as conquistas articuladas em parceria pelos deputados estão o financiamento dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, o credenciamento do Centro Especializado em Reabilitação Visual (CER IV) da APAE, as duas novas Unidades Básicas de Saúde em construção e também a tão sonhada Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Os parlamentares também enfatizaram o modelo de atuação política que defendem, baseado no diálogo e sem ataques a adversários. “Queremos ver o bem da cidade acontecer”, afirmaram durante o encontro, reforçando o trabalho conjunto desenvolvido em favor do município.
Somando emendas, investimentos e obras articuladas junto aos governos estadual e federal, o montante anunciado para Três Pontas ultrapassa R$ 80 milhões, valor considerado histórico para o município.
Durante sua fala, Diego Andrade destacou o cenário econômico nacional e os desafios enfrentados pelos municípios e pelas empresas brasileiras.
“O Brasil enfrenta dificuldades financeiras e precisamos ter um olhar atento às empresas, porque são elas que geram emprego, garantem renda e colocam comida na mesa das famílias”, disse.
O deputado federal afirmou ainda que, mesmo em um período pré-eleitoral, continua trabalhando pela liberação de recursos e revelou estar impressionado com o volume já destinado à cidade.
Caixa também detalhou parte das emendas já entregues ao município, incluindo recursos para as polícias Penal, Militar e Civil, as emendas do Estado e creches municipais, ônibus para a Secretaria de Esporte, para o início do asfaltamento da estrada da Fimibri, entre outros.

Na lista da segurança pública, está a compra de uma viatura semiblindada no valor de R$ 200 mil para a Polícia Militar, que entregue logo após o anúncio das emendas, no hall de entrada da Prefeitura.
Somente em emendas indicadas pelo deputado estadual Mário Henrique Caixa, os recursos chegam a R$ 6.402.373,00.

Um homem de 52 anos foi preso no último sábado (23), acusado de crimes ambientais no bairro rural Caxambu, em Campos Gerais.
De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, a prisão ocorreu durante uma operação voltada ao combate ao tráfico e à caça ilegal de animais silvestres.
Durante patrulhamento nas proximidades de uma propriedade rural, os militares visualizaram gaiolas com aves da fauna silvestre, além de cães que, segundo a corporação, seriam utilizados em atividades relacionadas à caça.
Durante a fiscalização no local, foram encontrados pássaros mantidos irregularmente em cativeiro, armadilhas para captura de aves e instrumentos empregados na prática de caça ilegal. Em continuidade às diligências, os policiais localizaram armas de fogo e munições no interior da residência fiscalizada.
Foram apreendidos uma espingarda, um rifle e um revólver calibre 22, além de 34 munições calibre 22, uma munição deflagrada do mesmo calibre, dois pássaros da fauna silvestre, duas gaiolas, duas armadilhas e uma fisga utilizada para caça.
Diante das irregularidades constatadas, o suspeito foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os materiais apreendidos. Ele também foi multado em R$ 23.796,48 por crime ambiental.
Ainda segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, as aves resgatadas passaram por avaliação veterinária e, posteriormente, foram devolvidas ao habitat natural.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões concedeu entrevista coletiva no fim da tarde desta segunda-feira (25), antes da abertura oficial da 26ª edição da Expocafé 2026, que está sendo realizada no Aeroporto Municipal de Três Pontas pela Cocatrel, com apoio da Prefeitura. Ao lado do prefeito da cidade Luis Carlos da Silva, do vice Maycon Machado, o secretário de Estado de Agricultura Thales Fernandes, do presidente da Cocatrel Jacques Miari, o prefeito de Varginha Leonardo Ciacii, os deputados federais Diego Andrade e Domingos Sávio e estaduais Mário Henrique Caixa e Antônio Carlos Arantes, do senador Carlos Viana, destacou a importância da Expocafé para a economia mineira e reforçou os investimentos do Estado no agronegócio, infraestrutura e apoio aos produtores rurais durante entrevista coletiva concedida na abertura da Expocafé 2026, em Três Pontas.
“Primeiro, é uma alegria estar aqui ao lado da capital de Minas Gerais, Varginha, que nesta semana se tornou simbolicamente a capital do Estado. A escolha de trazer a capital para Varginha aconteceu exatamente por causa da Expocafé. Em tese, ela deveria ter ficado no começo do roteiro, junto com Pouso Alegre e Poços de Caldas, mas eu não podia perder a oportunidade de estar aqui mais uma vez. Já é a terceira vez que participo da abertura da feira, em um momento de muita alegria para Minas Gerais”, afirmou.
Segundo Mateus Simões, o Estado vive um momento histórico no setor agroindustrial.
“Mais uma vez temos recorde histórico em valor e volume de exportação. Isso faz com que Minas Gerais esteja se consolidando como uma economia de base agroindustrial, o que para nós é extremamente relevante. O minério é muito bem-vindo, mas ele acaba, enquanto o agro se renova todos os anos. Eu nunca torço contra o minério, mas torço sempre a favor do agro. Nestes dois últimos anos, superamos o volume de exportação do ferro pelo café, e isso nos dá ainda mais orgulho da nossa produção.”
O governador ressaltou ainda o protagonismo de Três Pontas e Varginha na cafeicultura brasileira. “Três Pontas está no centro disso. Varginha é o maior polo exportador de café do país e Três Pontas é a casa da Expocafé. Isso nos dá a tranquilidade de saber que estamos caminhando na direção certa.”
Mateus Simões também destacou os acordos assinados durante a feira envolvendo a Emater e o fortalecimento do café em propriedades de pequeno e médio porte. “Um dos pontos mais bonitos da cafeicultura mineira é justamente a possibilidade de dar vida digna aos pequenos e médios produtores. Diferente do que acontece em outras culturas, no café ainda existe condição de manter famílias no campo vivendo bem. Isso tem feito, inclusive, muitas famílias retornarem para a área rural.”
O governador encerrou a fala inicial reforçando a importância da Expocafé para todo o Estado. “A alegria é saber que a Expocafé continua tendo sua casa em Três Pontas, mas que tudo aquilo que foi construído aqui ao longo das últimas décadas hoje beneficia Minas Gerais inteira.”

Governador, o que efetivamente a Expocafé, uma das feiras mais consolidadas do país, traz de economia e negócios para Minas Gerais?
“Se pensarmos que recebemos mais de 20 mil visitantes e cerca de 150 expositores, percebemos a dimensão da feira. Podemos até ter outros eventos maiores do ponto de vista comercial, mas nenhum tem a importância da Expocafé para os produtores. Aqui estão reunidos os principais fornecedores de insumos e implementos, além dos maiores produtores da região.”
“O café é a cultura em que mais avançamos em tecnologia no campo, mas ainda existe muito espaço para inovação. Seja no desenvolvimento de novas variedades, clonagem, mecanização ou no manejo ambientalmente adequado das pragas, a feira permite que os produtores tenham contato direto com essas novidades.”
Em tom descontraído, ele brincou sobre a visita à feira:
“Estou na expectativa de conseguir tomar um café desta vez. Na outra vez em que vim, corri tanto que o Luisinho não conseguiu nem me servir um café. Mas é para beber, não para levar.”
Quais ações e investimentos o Governo de Minas pretende fortalecer para apoiar os produtores e o setor cafeeiro?
“A presença da EMATER talvez seja a forma mais efetiva de apoio aos produtores. Nossa política agrícola é baseada em um tripé coordenado pela SEAPA, com a EPAMIG na pesquisa, o IMA na certificação e a EMATER na assistência técnica.”
Segundo o governador, a tecnologia no campo não se resume apenas à mecanização.
“Muitas vezes tecnologia é escolher o corretivo correto para o solo, definir o manejo adequado da cultura ou até mesmo a melhor forma de realizar a colheita. A EMATER faz toda a diferença principalmente nas pequenas propriedades.”
Ele destacou que o órgão está presente em 821 municípios mineiros.
“Eu sempre brinco que chego na propriedade rural e o produtor diz: ‘o governo podia ser tão bom quanto a EMATER’. E eu respondo: ‘mas a EMATER é o governo’. Esse é um dos principais investimentos que fazemos.”
O senhor já visitou a Expocafé por conta do Selo Verde?
“Sim. Há dois anos estivemos aqui para lançar o Selo Verde quando a feira ainda era na Fazenda Epamig. Hoje temos a tranquilidade de saber que talvez o único setor do país que não teme as exigências da Europa sobre certificação de origem em áreas não desmatadas é justamente o café mineiro, graças ao Selo Verde.”
Ele também destacou o reconhecimento internacional dos cafés especiais de Minas Gerais e lembrou os investimentos em segurança rural.
“O deputado Diego Andrade chamou atenção para um ponto importante: o circuito de delegacias rurais implantado na região. Hoje são cinco delegacias rurais atendendo o entorno e, na última safra, não tivemos nenhum caso de roubo de carga de café.”
Como tem sido a experiência de transferir simbolicamente a capital para o interior no projeto Governo Presente?
“Eu sou do interior e me sinto em casa em cada cidade que visito. Mas o mais importante não é apenas a minha presença. É fazer com que os secretários venham para o interior também.”
Segundo Mateus Simões, o contato direto com as cidades muda a percepção do governo sobre as demandas regionais.
“Enquanto estou aqui, os secretários precisam vir também. Eles precisam ouvir as pessoas e enxergar os problemas de perto. Isso muda completamente nossa visão sobre a realidade.”
O governador citou como exemplo a necessidade de ampliação hospitalar em Varginha.
“Foi vindo aqui que entendemos melhor a necessidade de ampliação dos leitos do Hospital Bom Pastor. Estamos trabalhando não apenas na ampliação dos leitos de CTI, mas também em um projeto ousado de expansão de 100 leitos hospitalares comuns.”
Ele reforçou ainda a importância econômica do interior mineiro.
“Em Minas Gerais, 76% da população está no interior e 80% do PIB também está no interior. Basta olhar para a força do café. Nenhum centavo dessa produção circula na Região Metropolitana. Belo Horizonte continua sendo prioridade, mas não podemos esquecer o restante do Estado.”
Mateus Simões destacou que esta foi a 14ª edição do projeto de instalação simbólica da capital no interior.
“Até agora só tivemos boas experiências, entendendo o que ainda precisa ser feito e o que já estamos realizando.”
Governador, o senhor anunciou um pacote de melhorias na infraestrutura das rodovias da região. Fale um pouco sobre isso.
“No sábado fizemos uma reunião com deputados e prefeitos para anunciar mais de R$ 600 milhões em obras de infraestrutura na região. Entre elas está a reconstrução completa do eixo de ligação entre Caxambu e a Fernão Dias, em um investimento de cerca de R$ 450 milhões.”
O governador afirmou que uma das maiores preocupações continua sendo a duplicação do trecho entre Varginha e a Fernão Dias.
“Assumi o compromisso da construção do trevo próximo ao Porto Seco, que hoje é um ponto perigoso devido ao grande fluxo de cargas no período do café. Nossa expectativa é iniciar essa obra ainda neste ano.”
Ele também mencionou discussões sobre melhorias no trecho do Automóvel Clube e admitiu que a duplicação ainda não avança na velocidade desejada.
“A duplicação estava prevista para acontecer apenas daqui a três anos, mas estamos trabalhando para antecipar isso junto à concessionária.”
Governador, sobre a rodovia MG-167: foi construída a terceira faixa com apoio de emendas dos deputados Diego Andrade e Mário Henrique Caixa, mas o asfalto está cheio de buracos. Houve anúncio específico para recuperação do trecho entre Três Pontas e Varginha?
“Sim. O deputado Diego Andrade conseguiu uma verba de quase R$ 20 milhões e o Estado complementou com mais R$ 15 milhões, garantindo os R$ 35 milhões necessários para a obra. Além disso, estamos incluindo mais R$ 15 milhões para assegurar que todo o recapeamento seja executado no período adequado deste ano.”
Segundo o governador, o projeto já está pronto e a obra deve começar em breve.
“Os R$ 20 milhões já foram aprovados pela Caixa e os R$ 15 milhões do Estado virão da venda da Copasa, que deve acontecer nas próximas semanas.”
Mateus Simões afirmou que a expectativa é concluir o recapeamento até outubro ou início de novembro.
“É uma obra de cerca de 120 dias. A expectativa é que até o fim de junho ela esteja mobilizada e, dentro de aproximadamente 60 dias, já tenhamos máquinas na pista realizando o recapeamento.”

A 14ª edição do Lidera Lab reuniu cerca de 500 líderes empresariais na última quinta-feira (21), em Varginha, consolidando o evento como um dos principais encontros de formação de lideranças do Sul de Minas. Participaram representantes de 22 cidades e três estados, em uma noite marcada por reflexões práticas sobre saúde mental, liderança e os desafios do futuro do trabalho.
A convidada da edição foi a psicóloga e executiva Mariana Holanda, referência nacional em saúde mental aplicada aos negócios. Ex-executiva da Ambev, Mariana é reconhecida por transformar a saúde mental em um pilar estratégico dentro das organizações e atualmente atua como autora e palestrante sobre desempenho sustentável, inteligência emocional e cultura organizacional de alta performance.
Durante a palestra, Mariana conectou dados, autoconhecimento e impacto nos negócios para mostrar como a saúde mental influencia diretamente os resultados das empresas. “Abordei a saúde mental de forma estratégica, mostrando como ela impacta a performance das organizações e apresentei uma metodologia voltada para uma performance sustentável”, destacou.
A palestrante também elogiou a estrutura do evento e o engajamento do público. “Já participei de grandes eventos em capitais, mas fiquei impressionada com a organização, a energia das pessoas e o interesse genuíno dos participantes em um tema tão importante”, afirmou.

Segundo Mariana, discutir saúde mental deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma necessidade para empresas que desejam crescer de forma sustentável. “As empresas são feitas de pessoas. Se você não entende de pessoas, você realmente não entende de negócios”, ressaltou, citando Simon Sinek.
Ao longo de suas 14 edições, o Lidera Lab já reuniu mais de 5.400 pessoas, entre empreendedores e líderes da região. A próxima edição já está confirmada para o dia 20 de agosto, com o tema “GPTW – Construindo times excelentes para se trabalhar”. O encontro terá a participação de Cauê Oliveira, diretor do GPTW e autor do livro Great Leader to Work.
Por que o Lidera Lab está fazendo história no Sul de Minas?
– Erick Costa (Lidera Lab): “A 14ª edição foi mais uma demonstração da consolidação do Lidera Lab no calendário sul-mineiro de educação e desenvolvimento de lideranças. Reunir cerca de 500 pessoas, mais uma vez, para prestigiar a palestra da Mariana Holanda mostra que estamos no caminho certo e que o Sul de Minas confia no propósito do projeto. As pessoas já entenderam a importância de investir no próprio desenvolvimento, porque sabem que, para dar o próximo passo, é fundamental investir em conhecimento. E poder discutir um tema tão relevante como saúde mental, com uma profissional do nível da Mariana, sem precisar sair da região, é exatamente o grande valor que buscamos entregar com o Lidera Lab.”;
– Isabela Maria (Publi Agência): “No Sul de Minas temos pouco acesso a conteúdos e debates sobre liderança, principalmente por ser uma região formada, em grande parte, por cidades menores. O que o Lidera Lab vem fazendo é justamente aproximar a região de discussões que normalmente acontecem apenas nos grandes centros. Estamos trazendo temas extremamente relevantes e atuais, que ajudam as pessoas a ampliarem a visão sobre liderança, gestão e desenvolvimento humano. Hoje, entender uma empresa vai muito além da gestão tradicional. É preciso compreender pessoas, processos, cultura organizacional e o funcionamento do negócio como um todo, desde o chão de fábrica até a estratégia. Empresas crescem através das pessoas, e é por isso que o Lidera Lab tem feito tanta diferença: porque está trazendo para a nossa região conteúdos transformadores, modernos e fundamentais para quem quer evoluir e performar melhor no mercado.”
– Matheus Rodrigues (Lojas Edmil): “O Lidera Lab está construindo uma história muito importante na região, porque traz conhecimento e desenvolvimento para a região. O Sul de Minas é muito rico, tem cidades fortes e em constante crescimento, mas ainda existe uma grande necessidade de acesso a conteúdos e experiências de qualidade. A região vem crescendo cada vez mais, e por isso é fundamental ter eventos como o Lidera Lab, que fomentam o conhecimento, fortalecem as lideranças e contribuem para que esse crescimento aconteça de forma sustentável e com qualidade.”;
– Raul Damasceno (RCA Shop): “Hoje, mais do que nunca, precisamos buscar conhecimento sobre psicologia, neurociência e autoconhecimento para aplicar isso no nosso dia a dia, nas empresas e nos relacionamentos. A saúde mental precisa ser prioridade. Antes de pensar apenas em resultados, dinheiro ou crescimento profissional, é fundamental cuidar da mente e entender melhor quem somos. A palestra trouxe justamente essa clareza: vivemos em um mundo cada vez mais ansioso, e aprender a lidar com as emoções faz toda a diferença. Para nós, empreendedores, líderes e pessoas que desejam impactar positivamente outras vidas, aprofundar esse olhar sobre saúde mental é essencial. Saio daqui muito satisfeito e feliz por ver movimentos como o Lidera trazendo discussões tão necessárias para a nossa região”.


Faleceu Luiz Marcos Ferreira, mais conhecido por Luizão da Luiza. Ele residia na Rua Aureliano de Brito 603, no bairro Santa Edwirges. O corpo será velado no velório municipal a partir das 12:30 e o sepultamento será hoje as 15:00 horas.

Estande da companhia inicia atendimento aos cafeicultores nesta terça-feira (26) em Três Pontas, com foco em eficiência energética e modernização do campo
A Cemig leva para a 29ª Expocafé, que começou sua programação de negócios e exposição nesta terça-feira (26) no aeroporto de Três Pontas, uma estrutura dedicada ao atendimento e à apresentação de projetos voltados para a modernização e sustentabilidade do setor cafeeiro. Como patrocinadora do evento e parceira estratégica do agronegócio mineiro, a empresa foca sua participação em soluções práticas para o produtor rural.
O grande destaque da atuação da Cemig na feira é o programa “Cemig Agro”. Desenvolvida especificamente para atender às demandas do homem do campo, a iniciativa oferece condições facilitadas para a regularização, ampliação e melhoria da infraestrutura elétrica nas propriedades agrícolas. Com o Cemig Agro, a companhia busca desburocratizar o acesso a novos pontos de energia e garantir que a expansão tecnológica da cafeicultura seja acompanhada por uma rede elétrica estável, segura e dimensionada para as necessidades de produção.
Outra iniciativa que a companhia apresenta ao público a partir desta terça-feira é o programa “Cemig Troca seu Motor”. A ação incentiva a substituição de equipamentos antigos e ineficientes por motores elétricos modernos e de alto rendimento. A troca reflete diretamente na redução dos custos operacionais das fazendas e das agroindústrias, além de contribuir para a sustentabilidade ao diminuir o desperdício de energia elétrica durante o processo de beneficiamento do café.
Até 2027, a Cemig destinará R$ 35 milhões em bônus para apoiar a modernização do parque de motores elétricos. Além da troca de motores, é possível adquirir inversores de frequência com desconto, ampliando a eficiência em sistemas de irrigação, bombeamento e processos produtivos. Durante a feira, técnicos da Cemig estarão disponíveis para orientar os interessados.

Além das iniciativas voltadas à eficiência energética, a Cemig também vem ampliando investimentos na infraestrutura que atende o agronegócio mineiro. Dentro do maior ciclo de investimentos da história da companhia, cerca de R$ 11 bilhões serão destinados até 2027 a projetos com impacto direto no setor agropecuário.
O superintendente regional Sul da Cemig, Murilo Galvão, destaca o compromisso da empresa com o desenvolvimento socioeconômico regional por meio dessas ações. “A presença da Cemig em grandes encontros do agronegócio reforça o papel da distribuidora como indutora de crescimento, levando soluções práticas que aumentam a produtividade e a competitividade dos produtores mineiros por meio da eficiência energética”.
Após a solenidade oficial de abertura realizada na segunda-feira (25), que contou com a presença do Governador de Minas Gerais e de diversas autoridades, o estande da Cemig passa a funcionar como um ponto de difusão de conhecimento técnico e de relacionamento com os clientes da área rural. A feira segue com sua programação oficial de negócios e exposição tecnológica até a quinta-feira (28).

A Cidade Universitária do Grupo Unis, em Varginha, recebeu nesta segunda-feira (25/05) a 65ª Reunião do Conselho Empresarial do Sul de Minas, o CESUL, em um encontro estratégico que reuniu importantes lideranças empresariais da região e contou com a presença do Governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) que assumiu o Governo de Minas em 22 de março de 2026 após a renúncia oficial de Romeu Zema (Novo), que deixou o comando do executivo estadual para se dedicar à sua pré-candidatura à Presidência da República. Realizado em formato fechado e exclusivo para conselheiros e convidados, o encontro consolidou o município como um dos principais centros de debate político e corporativo do estado, promovendo um canal direto de diálogo entre o setor produtivo regional e o Executivo estadual.
O encontro aconteceu em um momento decisivo para o futuro do ambiente de negócios regional. Na oportunidade, o Governador Mateus Simões apresentou um balanço das ações e resultados já alcançados pela gestão estadual, destacando os avanços na desburocratização, na atração de investimentos e nas políticas de fomento ao crescimento econômico de Minas Gerais.
Mais do que uma agenda institucional, o evento teve como propósito conectar iniciativa privada, a academia e o governo na construção de soluções voltadas à competitividade, inovação, infraestrutura, educação e geração de empregos. As decisões tomadas a nível estadual impactam diretamente o ambiente empresarial, influenciando desde a atração de investimentos e logística até a formação de novos talentos, segurança jurídica e fortalecimento dos municípios sul-mineiros.
Durante a reunião, empresários da região apresentaram demandas prioritárias para o Sul de Minas, abordando principalmente os gargalos logísticos e proposta de fomento à tecnologia. Em contrapartida, o Governador compartilhou suas perspectivas para o futuro do estado, apresentando prioridades e propostas para impulsionar o crescimento do estado nos próximos anos.
Alinhado ao seu compromisso histórico com a pluralidade e o debate qualificado, o CESUL utilizou este encontro para dar início a uma série de fóruns especiais programados para este ano. A iniciativa pretende manter aberto o espaço de interlocução do empresariado sul-mineiro com lideranças públicas, abrindo as portas para que futuros pré-candidatos e candidatos ao Governo do Estado também possam, em reuniões subsequentes, apresentar suas visões macroeconômicas para a região.
“Sediar a abertura desta rodada de discussões estratégicas com os principais nomes da gestão pública estadual valida a nossa Cidade Universitária como um verdadeiro polo de liderança corporativa. Quando aproximamos o governo das forças produtivas e da academia, criamos um ambiente fértil para que as decisões econômicas encontrem soluções práticas, gerando emprego, retendo talentos na nossa região e impulsionando o progresso de toda a comunidade mineira. Ao abrir espaço para o debate de ideias, propostas e perspectivas, o CESUL fortalece seu papel como uma das principais plataformas de articulação estratégica e desenvolvimento regional de Minas Gerais, consolidando, não só o Unis, mas o Sul de Minas como protagonista nas discussões sobre o futuro econômico e institucional do estado.”, destacou o Reitor do Grupo Unis, Felipe Flausino.
A 65ª Reunião do CESUL foi realizada pelo Grupo Unis, por meio da Diretoria de Inovação e Desenvolvimento Corporativo, com apoio de parceiros estratégicos como Unimed Varginha, Sicoob Credivar e ViaCafé Shopping Center.

*As bets foram desenhadas por neurocientistas para encaixar exatamente no seu cérebro. E o consultório começa a ver a conta chegar.
Olá! Sou Dr. Otávio Augusto, mas pode me chamar de Dr. Ota. Trespontano, médico pós-graduado em Psiquiatria pelo Hospital Israelita Albert Einstein e fundador da SANVIT. Hoje vim falar do hábito mais novo, e talvez o mais corrosivo, que entrou na vida brasileira na última década.
A cena se repete em milhões de celulares por noite no Brasil. Pessoa deitada na cama, app aberto, dedo no botão. Quando perde, tenta de novo. Quando ganha, tenta de novo. Algo nesse circuito não tem mais nada a ver com jogos e diversão.
Vamos começar pelo básico: aposta esportiva digital não é entretenimento, é arquitetura. Foi desenhada com método pra capturar atenção, repetir comportamento e devolver recompensa imprevisível. Os apps são construídos com participação de neurocientistas, psicólogos comportamentais e designers especializados em padrões de engajamento. Não é teoria conspiratória, é descrição de como a indústria opera.
A base científica vem do condicionamento operante. B. F. Skinner mostrou, ainda nos anos 1950, que um pombo recompensado em intervalo fixo aprende a bicar o botão. Um pombo recompensado em intervalo variável, sem saber quando vem a próxima recompensa, bica até a exaustão. O reforço imprevisível vicia mais que o previsível. As bets operam exatamente nesse princípio.
Tem um segundo componente, mais sutil e mais danoso. É o que a literatura chama de “near miss”, o quase ganhar. Quando seu palpite quase acerta, perdeu por um detalhe, o cérebro processa essa perda como se fosse um ganho parcial. Isso foi documentado em ressonância funcional: a área de recompensa se ativa perto do nível do ganho real. Você perde, mas o cérebro registra “está perto”. E aposta de novo. Quase ganhar é o que faz você ficar.
No Brasil, o terreno foi perfeito. Em 2018 a aposta foi legalizada. Em 2020 a pandemia trancou todo mundo em casa com smartphone e tempo livre. Em 2024 a regulamentação trouxe as casas estrangeiras pra dentro. Hoje, mais de 20 milhões de brasileiros apostam regularmente, e o Banco Central documenta bilhões de reais saindo em PIX para casas de aposta todos os meses, incluindo parcela relevante de beneficiários de programas sociais. O fenômeno não é cultural, é industrial.
Pra reconhecer em alguém perto, ou em você:
O Lucas, motoboy, 24 anos, aposta R$ 5 a R$ 10 quando termina o turno. “É só pra dar emoção, dotor.” Em uma semana são R$ 50 a R$ 70 que ele não vê de volta. Quando perde, fica pensando no próximo palpite. Quando ganha pouco, volta pra tentar dobrar. Sente uma inquietação que chama de ansiedade.
O Carlos, comerciante, 38 anos, começou na pandemia. Em casa, com tempo, os jogos e a diversão online viraram companhia. Hoje aposta depois das 22h, sozinho, valores que sobem com a frustração. A esposa ainda não sabe o tamanho.
A Bruna, professora, 31 anos, “só joga uns minutinhos no jogo dos aviãozinhos”. Quando vê, são duas da manhã. Falta no trabalho com dor de cabeça, e o salário do mês já passou. Ela jura que ainda controla. Não controla.
A neuroimagem do jogador patológico se parece com a de outras dependências químicas. Mesmo circuito dopaminérgico do álcool e da cocaína. Por isso o vício em aposta hoje está formalmente classificado no DSM-5 como Transtorno do Jogo, lado a lado com os transtornos por uso de substância. Não é falta de caráter. É funcionamento cerebral.
E o que aparece depois? Ansiedade alta, sono ruim, irritabilidade, depressão secundária às perdas, e em parte significativa dos casos ideação suicida quando a dívida ultrapassa o que a pessoa consegue enxergar saída. O jogo entra mascarado de hobby. O quadro psiquiátrico se instala em cima.
O que NÃO funciona:
O que funciona:
A maior parte dos apostadores não desenvolve dependência, é verdade. Mas a maior parte das pessoas que toma uma cerveja também não vira alcoólatra, e isso não significa que cerveja não cause alcoolismo em quem é vulnerável. A pergunta importante não é a média, é o desenho. Aposta esportiva, como está estruturada hoje, foi feita para explorar mecanismos cerebrais previsíveis com precisão de engenharia. Quem se torna dependente não escolheu mais do que quem não se tornou. Apenas tinha vulnerabilidade biológica ou social que encontrou, em janelas estratégicas do dia, um sistema desenhado pra encontrá-lo de volta. Quase ganhar é o que faz você ficar.
Se você se identificou, ou conhece alguém que precisa, vem conversar. SANVIT, na casa rosa, em Três Pontas.
Dr. Otávio Augusto
CRM-MG 108485 · Psiquiatria

Três Pontas ganha um novo espaço dedicado à formação esportiva, desenvolvimento e realização de sonhos: a EVOLUTION FOOTBALL CENTER, a mais nova escolinha de futebol da cidade, voltada para crianças e adolescentes de 4 a 15 anos.
Com uma proposta moderna e educativa, a escolinha chega com o objetivo de ir muito além das quatro linhas.
A EVOLUTION FOOTBALL CENTER nasce para formar atletas, mas principalmente cidadãos, trabalhando valores como respeito, disciplina, dedicação, companheirismo e evolução pessoal.
Inspirada em grandes centros de treinamento e na paixão pelo futebol, a escolinha oferecerá treinamentos específicos para cada faixa etária, respeitando o desenvolvimento físico, técnico e emocional de cada aluno.
A equipe estará sob o comando dos professores André Luis e Luis Otávio, profissionais comprometidos com a formação esportiva e humana dos alunos, buscando sempre incentivar a evolução dentro e fora de campo.
A missão da Evolution Football Center é criar oportunidades, desenvolver talentos e fortalecer ainda mais o esporte em Três Pontas, cidade apaixonada pelo futebol e conhecida pela valorização das categorias de base.
📍 Local dos treinamentos:
Arena Paiva
Avenida Prefeito Nilson Vilela, 1404 – Bairro Esperança – Três Pontas
📞 Mais informações:
(35) 99744-2468
🖤💛 EVOLUTION FOOTBALL CENTER
Formação, evolução e conquista.