O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar nove medicamentos de alta tecnologia voltados ao tratamento do câncer. A medida, confirmada pelo Ministério da Saúde na terça-feira (20), tem estimativa de beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o país e ampliar as opções terapêuticas na rede pública.

Os remédios atendem a 13 indicações clínicas distintas, abrangendo diagnósticos de câncer de mama, próstata, pulmão, estômago, rim e tireoide, além de diferentes tipos de linfoma. A oferta inicial foi centralizada em 20 centros de atendimento distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. A previsão do governo federal é estender o acesso às demais unidades de saúde da rede pública até o fim deste ano.

Para a aquisição das terapias, o investimento anual previsto é de R$ 155,4 milhões. O Ministério da Saúde planeja disponibilizar um total de 23 novos medicamentos oncológicos no SUS até o fim de 2026.

Medicamentos disponíveis e indicações clínicas

A relação divulgada pelo Ministério da Saúde é composta por nove remédios:

  • Trastuzumabe: já utilizado na rede pública para câncer de mama, passa a ser indicado também para casos de câncer de estômago e da junção gastroesofágica;
  • Abemaciclibe: voltado para pacientes com tipos específicos de câncer de mama em estágio inicial;
  • Pazopanibe: opção indicada para casos específicos de câncer renal metastático;
  • Acetato de lanreotida: voltado ao tratamento de tumores neuroendócrinos;
  • Rituximabe: indicado para aplicação em diferentes modalidades de linfoma;
  • Abiraterona: utilizado no tratamento do câncer de próstata;
  • Gefitinibe: voltado para casos específicos de câncer de pulmão;
  • Alfatirotropina (TSH recombinante): utilizado na abordagem do câncer de tireoide;
  • Sunitinibe: indicado para tratamento de tumores renais e gastroenterológicos.

A indicação e o uso de cada substância dependem do tipo de câncer, do estágio de evolução da doença e das condições clínicas avaliadas pela equipe médica.

Ampliação do acesso e orientações aos pacientes

Parte dessas substâncias já constava na lista de incorporações do SUS, mas ainda não estava disponível para aplicação nas indicações clínicas recém-atendidas. A implementação ocorre de forma gradual nos serviços de saúde conforme a adequação dos fluxos regionais de atendimento.

Para verificar a disponibilidade dos tratamentos e os critérios de elegibilidade de cada caso, os pacientes devem consultar diretamente as equipes responsáveis pelo acompanhamento oncológico nas unidades do SUS em que realizam o tratamento.