

A Polícia Militar lançou neste sábado (16), em Campo Belo, o Grupo Especial de Policiamento em Área de Risco (GEPAR), iniciativa que visa fortalecer a segurança pública e ampliar a aproximação entre a corporação e a comunidade local.
O evento, realizado no bairro São Benedito, contou com uma Ação Cívico-Social durante toda a manhã, oferecendo diversos serviços gratuitos por meio de instituições, como a Policia Civil, Tiro de Guerra, Corpo de Bombeiros, a Prefeitura e entidades parceiras. A população teve acesso a atendimentos sociais, orientações, atividades de cidadania, além de momentos de lazer e recreação com brinquedos infláveis para as crianças. Também foram distribuídos água mineral, pipoca, algodão-doce, mil picolés e mil achocolatados e outras atrações voltadas às famílias da comunidade.

A expectativa em relação ao GEPAR é alta entre os moradores, que há meses reivindicam maior presença do Estado e reforço na segurança pública. Moradores do bairro São Benedito, que tinha o maior índice de criminalidade, demonstraram esperança de que a atuação do grupo contribua para a redução da criminalidade e para a melhoria da qualidade de vida na região. A presença constante da Polícia Militar e o foco em ações preventivas devem ajudar a inibir a atuação de criminosos e restabelecer a sensação de segurança nas ruas.
Durante a solenidade, a comandante da 6ª Região da Polícia Militar (6ª RPM) de Minas Gerais, em Lavras, a Coronel Daysi Ferrarezi Moura destacou que a segurança pública depende não apenas da atuação do Estado, mas também da participação ativa da população e da aproximação com as forças de segurança.
“A segurança pública não se faz apenas com a presença do Estado e com políticas públicas, mas também com a participação da comunidade, denunciando, se aproximando da Polícia Militar e demais órgãos. Uma oportunidade, dignidade e esperança. E é exatamente neste contexto que o GEPAR foi criado em Campo Belo”, afirmou.
Segundo ela, os policiais que integram o GEPAR terão atuação voltada para a proximidade com os moradores, ações preventivas e mobilização social.
“Os policiais que atuam no GEPAR representam proximidade, prevenção e mobilização social e principalmente uma presença permanente da Polícia Militar junto à comunidade”, destacou.
Dayse ressaltou ainda que, mesmo antes do lançamento oficial realizado neste sábado, os militares já vinham desenvolvendo ações práticas na comunidade, com apoio da Prefeitura, Cemig e outros órgãos parceiros.
“Mesmo antes deste lançamento oficial que ocorre nesta manhã, os militares designados para o serviço já estavam realizando diversas ações concretas junto aos moradores, com a participação efetiva da Prefeitura, Cemig e tantos outros órgãos”, disse, ao agradecer as instituições envolvidas.
Entre as ações já realizadas, ela citou a revitalização de espaços públicos, melhorias na iluminação, poda de árvores, melhorias no transporte público e o fortalecimento da aproximação com famílias, crianças e lideranças comunitárias.
“Nosso objetivo não é apenas combater o crime, é devolver os espaços à comunidade, a sensação de segurança, a tranquilidade de poder transitar pelo bairro, restaurar a sensação de segurança e fortalecer principalmente a confiança da população na Polícia Militar. E é este o espírito do evento deste sábado”, concluiu.
Grupo é implantado após operações policiais intensificadas com a morte do sargento Rodrigo Silva Pereira

A implantação do novo modelo de policiamento ocorre após meses de forte atuação das forças de segurança no combate à criminalidade em Campo Belo, intensificada após a morte do sargento da PM Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos. O militar foi executado no dia 4 de março, quando chegava em casa, no bairro Jardim Brasil Vilela, acompanhado do filho. Na ocasião, dois homens em uma motocicleta efetuaram vários disparos contra o policial, que morreu no local.
Após o crime, uma força-tarefa envolvendo a Polícia Militar — incluindo tropas especializadas, como a Rotam, de Belo Horizonte —, a Polícia Civil e a Polícia Penal desencadeou uma série de operações na cidade. As ações resultaram na prisão de dezenas de suspeitos ligados a facções criminosas e em confrontos armados durante incursões em áreas consideradas redutos do tráfico.
Nas primeiras respostas das forças de segurança, os dois suspeitos envolvidos diretamente no assassinato foram localizados. Um deles foi preso e o outro morreu após reagir à abordagem policial.
Ao longo das operações, vários esconderijos utilizados por criminosos foram descobertos, o que gerou novos confrontos. Segundo balanços das forças de segurança, pelo menos sete suspeitos morreram em trocas de tiros com as equipes policiais.

As investigações também avançaram com o cumprimento de dezenas de mandados de busca, apreensão e prisão. Somente nas primeiras fases das operações integradas, como a “Operação Legado”, mais de 31 pessoas foram presas ou apreendidas por envolvimento com facções criminosas ou ligação direta com o homicídio do sargento.
As ações ainda resultaram na apreensão de armamento pesado, incluindo pistolas com kit rajada, munições e até um fuzil. Grandes quantidades de drogas também foram encontradas, entre elas mais de 200 barras de entorpecentes escondidas em tambores enterrados em áreas de mata, além de dinheiro em espécie proveniente do tráfico de drogas.














