Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG — Foto: Reprodução EPTV

Quatro vítimas relatam prejuízos em negociações de imóveis. Segundo as denúncias, compradores pagaram pelos bens, mas não conseguiram obter a documentação definitiva.

A Polícia Civil investiga um corretor de imóveis suspeito de envolvimento em fraudes imobiliárias em Pouso Alegre, no Sul de Minas. De acordo com informações divulgadas pelo g1 Sul de Minas, o prejuízo relatado por quatro vítimas chega a R$ 850 mil.

Segundo os relatos apresentados à investigação, os compradores acreditavam estar adquirindo apartamentos e kitnets, mas descobriram posteriormente irregularidades que impediram a transferência definitiva dos imóveis.

Compradores dizem que não receberam os imóveis

Entre as vítimas está o aposentado João Batista Vicente Domingues, que afirmou ter pago por dois apartamentos e uma kitnet. Ele também relatou ter desembolsado valores referentes a despesas cartorárias.

De acordo com os advogados das vítimas, alguns imóveis negociados tinham proprietários legítimos e estavam financiados ou alugados. Os compradores afirmam que não tinham conhecimento dessas condições e não receberam as escrituras definitivas.

Um dos apartamentos fica em um condomínio no bairro São João. Segundo João Batista, ele pagou R$ 230 mil pelo imóvel que não recebeu.

Outra vítima, o lavrador Michael César da Rosa, relatou ter desembolsado R$ 200 mil por um apartamento no bairro Cidade Jardim. Conforme seu depoimento, após cobrar a conclusão do negócio, foram identificadas possíveis falsificações em documentos e contratos.

Imobiliária também relata prejuízos

O caso também envolve a imobiliária em que o corretor trabalhava. Segundo o representante jurídico da empresa, o profissional teria alterado documentos para aparecer como sócio do empreendimento.

A empresa informou que o corretor foi demitido após as denúncias e que passou a operar em regime de home office.

O corretor Hailton de Freitas Silva, procurado pela reportagem do g1, afirmou que não pretende fugir das responsabilidades e que está buscando soluções para os casos apresentados. Ele também declarou que era sócio do empreendimento.

Vítimas tentam recuperar os valores

Além da investigação criminal, as vítimas entraram com ações na Justiça cível para tentar recuperar o dinheiro. Segundo um dos advogados envolvidos, existem medidas judiciais que podem permitir o bloqueio de recursos financeiros e de bens, dependendo de decisão judicial.

A Polícia Civil informou que investiga o caso. Até a publicação da reportagem do g1, não havia conclusão definitiva sobre as suspeitas.

Fonte: g1 Sul de Minas