
Após registros no Lago de Furnas, um novo exemplar foi capturado em Passos. Especialista alerta para possíveis impactos ambientais provocados pela presença da espécie.

A presença de piranhas no Rio Grande tem chamado a atenção de pescadores e especialistas do Sul de Minas. Depois de registros no Lago de Furnas, em municípios como Guapé, Carmo do Rio Claro e São José da Barra, um novo exemplar foi encontrado em uma rede de pesca na região de Passos.
O caso foi relatado pelo pescador Baltazar dos Reis Silva, que encontrou o peixe durante uma pescaria entre quinta e sexta-feira. Ao tentar retirar o animal da rede, ele foi mordido na mão.
Segundo Baltazar, que trabalha com pesca há cerca de 20 a 25 anos, aquela foi a primeira vez que encontrou uma piranha no trecho do Rio Grande onde costuma pescar.
Presença da espécie preocupa pescadores
Os registros têm despertado preocupação entre profissionais da pesca e pessoas que frequentam as margens do rio para atividades de lazer.
O presidente da Colônia dos Pescadores, João Batista Rodrigues, orientou pescadores, mergulhadores e frequentadores da região a redobrarem a atenção e comunicarem novos registros às entidades responsáveis.
A identificação dos locais onde os peixes estão sendo encontrados é considerada importante para que os órgãos ambientais possam acompanhar a situação e avaliar a necessidade de medidas de controle.
Biólogo alerta para possíveis impactos ambientais
De acordo com o biólogo Michael Silveira Reis, a piranha não é uma espécie nativa da região do Médio Rio Grande. A presença do peixe pode representar um risco ao equilíbrio ecológico, principalmente pela possibilidade de predar espécies que já habitam esses ambientes aquáticos.
Entre os peixes que podem ser afetados estão lambaris e mandis. O especialista ressalta que o monitoramento é necessário para compreender a dimensão da ocorrência e os possíveis impactos sobre a fauna local.
Origem dos peixes ainda é uma incógnita
Entre as hipóteses levantadas pelo biólogo para explicar a chegada das piranhas estão a soltura intencional de exemplares e o transporte acidental de organismos por meio da água acumulada em embarcações.
No entanto, a origem dos peixes ainda não foi confirmada.
O registro de novos exemplares pode ajudar a mapear a distribuição da espécie no Rio Grande e no Lago de Furnas, contribuindo para a avaliação dos riscos ambientais e a definição de eventuais medidas de manejo.
Fonte: g1 Sul de Minas


















