
A Secretaria Municipal de Transportes e Obras de Três Pontas tem intensificado o planejamento e a execução de ações estratégicas para otimizar os serviços públicos e a infraestrutura do município. Em entrevista, á Equipe Positiva, o secretário de Transportes e Obras, Allison Silveira, fez um balanço completo sobre o contingenciamento orçamentário da pasta, a implantação do estacionamento rotativo (Zona Azul), a recuperação da malha viária urbana, a conservação das praças públicas e o atendimento à extensa malha de estradas rurais do município.
Ajuste orçamentário e gestão de recursos
Após a publicação do Decreto de contingenciamento pela Administração Municipal há pouco mais de quatro meses, que estipulou uma meta de redução de aproximadamente 25% nas despesas com contratos e custeio, a pasta promoveu readequações internas sem comprometer as entregas à população. A autonomia concedida pelo Executivo permitiu um reordenamento de gastos e a elaboração de um plano estratégico que otimizou os recursos, assegurando o cumprimento dos compromissos financeiros e a manutenção da qualidade dos serviços.
Cronograma e diretrizes da Zona Azul
Um dos pontos centrais abordados por Allison Silveira foi o andamento da implantação da Zona Azul. Com os estudos técnicos e operacionais concluídos em outubro, o edital de licitação para contratação da empresa concessionária será enviado em novembro.
Devido aos prazos e trâmites legais do processo licitatório, o sistema não entrará em operação no final deste ano, tendo seu início efetivo e pleno funcionamento confirmados para o primeiro semestre de 2027. O estudo definiu a tarifa inicial estimada em R$ 2,50 por hora.
A primeira fase do estacionamento rotativo abrangerá o quadrilátero central, a Avenida Barão da Boa Esperança (até as proximidades do PAM) e a Rua Nossa Senhora da Ajuda (até a altura do Moacyr). Um segundo estudo já está em andamento para planejar a futura expansão do sistema para a subida da Rua Ipiranga e a Avenida Oswaldo Cruz na região dos bares.
Operação tapa-buracos e quatro frentes de trabalho
Em relação à manutenção das vias urbanas, o secretário relembrou os percalços do ano anterior, quando duas empresas contratadas descumpriram os contratos de pavimentação asfáltica, o que atrasou os reparos e gerou acúmulo de demandas pela cidade. Para este ano, o cenário foi reestruturado: a Prefeitura já opera com uma empresa licitada e conduz um novo processo licitatório de objeto distinto para contratar mais uma empresa, aumentando a celeridade dos reparos.
Somada à formação de uma segunda equipe própria de servidores municipais, a infraestrutura passará a atuar com quatro frentes simultâneas de trabalho. O cronograma prevê um planejamento semanal preventivo com mapeamento constante das ruas e estrutura de pronto atendimento para os pontos críticos durante o período chuvoso.
Manutenção e higienização das praças centrais e bairros
A conservação dos espaços públicos municipais segue um modelo misto entre a gestão direta da Prefeitura e parcerias com o setor privado. Na Praça da Matriz e na Praça da Fonte, os serviços de jardinagem são mantidos por empresa parceira, enquanto as equipes da Prefeitura realizam a varrição diária e lavagens semanais focadas nos pontos de maior acúmulo de sujeira e maus odores, especialmente no entorno do banheiro da igreja. Além da rotina, a administração agendou intervenções periódicas com aplicação de produtos químicos e caminhão-pipa para a limpeza profunda do calçamento de pedras.
Nas praças dos bairros, o setor de Obras e Limpeza Urbana estabeleceu um cronograma onde todos os locais recebem serviços de roçada e jardinagem ao menos uma vez por mês. Locais de maior fluxo comunitário, como a Praça do Cemitério, recebem manutenção em intervalos ainda mais curtos.
Atendimento aos quase 1.000 km de estradas rurais
Na zona rural, as equipes da secretaria mantêm o foco na conservação da malha viária, que soma quase mil quilômetros de extensão. O trabalho contínuo nas estradas principais resultou em um bom estado de trafegabilidade e na redução expressiva do volume de reclamações de moradores e produtores rurais.
O principal desafio atual está no atendimento às vias secundárias, conhecidas como “galhos”. Por conta da vasta extensão do território rural, o atendimento nessas ramificações ocorre de forma progressiva, com serviços de patrolamento, cascalhamento e adequação do escoamento de águas pluviais conforme a movimentação do maquinário do município.



















