
Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (8), na zona rural de Três Pontas, suspeito de praticar agressões físicas e psicológicas contra a companheira e as duas filhas dela, sendo uma menina de 7 anos e outra de 14.
A equipe da Polícia Civil foi procurada pela vítima, que relatou episódios recorrentes de violência doméstica e familiar. Segundo o depoimento, ela vive em união estável com o suspeito há aproximadamente nove anos, e os episódios de violência se estenderiam por cerca de quatro anos.
De acordo com o relato da mulher, ela já teria sido agredida com socos, tapas e chutes, além de sofrer ofensas verbais frequentes. As duas meninas também seriam alvo de agressões e xingamentos.
Segundo as informações apresentadas à Polícia Civil, na noite de quarta-feira (7), o homem teria tomado à força o celular que estava com a filha de 7 anos e o jogado no chão. Em seguida, teria dado um tapa na criança e destruído um brinquedo dela.

Quando a menina tentou recolher os pedaços do brinquedo, o homem teria tentado arremessar um fragmento contra ela. A mãe interveio para proteger a filha e acabou atingida no braço.
A mulher também relatou que o companheiro costumava usar uma faca para intimidá-la e que já teria ameaçado de morte a menina de 7 anos.
A vítima já havia solicitado medidas protetivas anteriormente, mas desistiu do pedido na tentativa de restabelecer a convivência familiar. Diante da continuidade e do agravamento das situações relatadas, ela decidiu procurar novamente as autoridades e manifestou o desejo de representar criminalmente contra o companheiro, solicitando o afastamento dele da residência e novas medidas de proteção.
O gerente da fazenda onde a família reside também foi ouvido pelos policiais. Segundo a Polícia Civil, ele confirmou que a mulher relatava frequentemente sofrer agressões físicas e verbais praticadas pelo companheiro contra ela e as crianças.
Diante dos relatos e dos fatos apurados, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante do homem. Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) para ser submetido a exame de corpo delito e depois levado à Delegacia.


















