Com mais de duas mil integrantes é, hoje, o maior grupo de mulheres cafeeiras do Brasil, exportando grãos para mais de 25 países

O Grupo Cafeína Cocatrel celebrou os seus sete anos de atuação em uma cerimônia especial no dia 14 de abril, na Cafeteria Cocatrel, em Santana da Vargem (MG). O evento marcou não apenas o aniversário do grupo, mas também homenageou a dedicação, a paixão e, sobretudo, o protagonismo das mulheres cooperadas que vêm transformando a cafeicultura na região.

Para Iandra Vilela, coordenadora do grupo, celebrar os sete anos do Cafeína é olhar para uma trajetória construída com propósito, união e resultados concretos. “Hoje, mais do que números, apresentamos o impacto econômico gerado por mulheres que transformam o café em desenvolvimento e protagonismo”, destacou.

O evento trouxe como palestrante convidada, a jornalista Vera Ondei, editora de Agro da Revista Forbes e presidente da Rede Brasil de Jornalistas do Agro (Agrojor), muito atuante em pautas sobre protagonismo feminino. Segundo ela, o Cafeína ultrapassa a ideia de um projeto interno, mas se consolida como um movimento capaz de fortalecer a presença feminina. “É um resgate de um legado histórico, de mulheres que sempre estiveram no campo, mas não tinham espaço e ferramentas para empreender”, frisou.

Criado em Três Pontas, o Grupo Cafeína expandiu sua atuação e hoje está presente em cinco núcleos distribuídos nas áreas de atuação da cooperativa, incluindo os municípios de Nepomuceno, Ilicínea, Carmo da Cachoeira e Santana da Vargem. Ao longo desses sete anos, o grupo se consolidou como uma importante iniciativa de fortalecimento da presença feminina no campo.

Entre as principais ações desenvolvidas pelo grupo estão visitas técnicas às propriedades, capacitações em campo, palestras e assessoria especializada em pós-colheita, com foco na produção de cafés especiais. Outro destaque é o programa “Primeiros Passos”, voltado para mulheres que desejam ingressar na cafeicultura. A iniciativa oferece 12 encontros formativos que abordam desde a gestão da propriedade até técnicas de produção e manejo. “As mulheres sempre estiveram no campo, mas restritas aos bastidores. Hoje podemos ser protagonistas da nossa história”, comentou a cooperada e integrante do Cafeína, Adalgisa Vilela Sério Miranda.

Os resultados já são expressivos. Atualmente, a Cocatrel exporta cafés produzidos pelas integrantes do Grupo Cafeína para mais de 25 países, agregando valor à produção e ampliando o reconhecimento internacional. Parte desses cafés também é industrializada pela cooperativa, o que aumenta a visibilidade das produtoras e gera maior retorno financeiro.

O trabalho está sendo reconhecido. Na mesma noite, foi realizado o lançamento do selo de qualidade BSCA, em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais, reconhecendo a excelência do café produzido pelas cafeínas e o compromisso com a qualidade e a rastreabilidade. “Essa conquista reafirma que estamos fazendo parte de um movimento que conecta o campo ao futuro, com liderança feminina, consistência e visão de longo prazo”, destacou Iandra Vilela.

Para o diretor de Marketing e Relacionamento da Cocatrel, Lúcio Caldeira, O contexto de 2026 destaca ainda mais a relevância do Cafeína. “A ONU declarou este como sendo o Ano Internacional da Mulher Agricultora, um fato que traz visibilidade e reconhecimento para a atuação feminina no campo”, destacou.

Em apenas sete anos, o Grupo Cafeína Cocatrel tornou-se referência nacional em empoderamento feminino no agronegócio, sendo reconhecido como o maior grupo estruturado de mulheres cafeeiras do Brasil.