Campanha externa teve a participação de 200 doadores. Meta era 150 e ainda teve gente que foi dispensada
A manhã chuvosa deste sábado (30), não espantou doadores de sangue que haviam inscritos, para fazer a doação na campanha que trouxe até Três Pontas a equipe da Fundação Hemominas de Poços de Caldas. A captação aconteceu no Centro Integrado de Assistência a Mulher e a Adolescente Maria Luiza de Mello Vicentini, no bairro Botafogo.
O pintor Wagner da Silva de 54 anos pratica este ato desde 1996 e aproveitou a coleta externa do Hemominas para doar. Ele está sempre doando, vai a Poços de Caldas sempre que pode e revela que a vinda da Fundação facilita a doação. “Faço questão de doar porque sei que há muita gente precisando e que este simples ato salva a vida das pessoas”, afirmou o doador, que estava concluindo a doação depois de 40 minutos.
A meta era inscrever antecipadamente 150 doadores, mas 200 conseguiram se cadastrar. Mas teve gente que procurou a unidade neste sábado e foi dispensado, mas, claro convidado a doar em outra oportunidade. Os doadores foram atendidos primeiro pelos estudantes do curso de enfermagem da ETEC, que fizeram primeiro a triagem, verificando os sinais vitais, depois eles responderam a um questionário para em seguida fazerem a doação.

De acordo com a farmacêutica e responsável pelo Banco de Sangue Adriana Beatriz Zacaroni, os trespontanos demonstraram mais uma vez a solidariedade, reconhecendo a importância de doarem, prova disso, é o sucesso da campanha.
A captadora do Hemominas Lauriceia Esteves Cardoso explica que a Fundação é responsável por abastecer o Banco de Sangue do Hospital São Francisco de Assis, por isto, todo sangue utilizado em pacientes de Três Pontas e das cidades que pertencem a microrregião vem de Poços de Caldas. Ela revela que a coleta externa deixa a instituição mais próxima do doador e a facilidade é muito maior. Muita gente tem dificuldade em se deslocar até a unidade, mesmo que o Hospital e a Prefeitura ofereça tudo gratuitamente. Todas as sextas-feiras, um veículo van ou microônibus vai até a cidade. O Hemominas funciona de segunda a sexta-feira de 7:00 as 11:30 da manhã, sendo que toda quarta-feira tem um horário alternativo para a captação, de 16:00 as 20:00. E todo primeiro sábado do mês, os funcionários atendem no período da manhã. A coleta externa acontece nos municípios da região uma vez ao ano. Porém, a capacidade de doação vai muito além. Os homens podem doar a cada 60 dias e a mulher a cada 90. Ou seja, em um período de 12 meses, homens fazer 4 vezes e mulheres 3 três vezes ao ano.
Todo tipo sanguíneo é preciso, mas os mais difíceis de serem captados são os negativos, os mais raros e mantém o estoque dele no Hemominas não é tarefa fácil. “É muito dinâmico a entrada e saída de pacientes nos hospitais e assim também o estoque sanguíneo. A nossa luta é constante e freqüente e apesar destes mutirões de coleta externa, a gente não para de fazer apelo pela consciência das pessoas”, alertou Lauricéia Cardoso.
A responsável pelo Banco de Sangue Adriana Zacaroni, afirma que o Hospital em feito um trabalho bom de captação, mas pela logística e a distância as vezes não consegue o ideal, ou seja, o número suficiente de pessoas para que toda semana faça a doação. Ela deixa claro que o doador não tem custo algum. O transporte é oferecido pela Prefeitura e o Hospital paga pela alimentação, após a captação. Quem vai até a cidade recebe um atestado.

O prático de farmácia Lázaro Donizete Carvalho tem 61 anos e está doando pela segunda vez. Ele viu a publicação da reportagem no site da Equipe Positiva e decidiu ajudar. “Como está faltando muito sangue no banco de sangue, resolveu ajudar o próximo. A gente tem que retribuir aos outros, aquilo que nos Deus nos dá”, disse ele.
Na mesma sala estava Aline Aparecida Silva de 28 anos. Ela é técnica de enfermagem do Hospital e diariamente vê a necessidade dos pacientes por uma bolsa de sangue. Ainda mais que o seu irmão, Aislan José Silva, é o captador de sangue do Banco da Santa Casa de Misericórdia. Esta também é a segunda vez que ela doa.
As 11:30 da manhã, 25 litros de sangue captados já estavam sendo levados em caixas térmicas para Poços de Caldas.
Assista a reportagem
https://www.facebook.com/equipepositivatp/videos/1809648019063089/



























A boa notícia é que através de emenda parlamentar, a Santa Casa irá receber R$1,5 milhão, sendo que Diego Andrade entregou ao provedor Michel Renan Simão Castro, a ordem de pagamento para os primeiros R$500 mil, que devem ser liberados para custeio pelo Governo Federal nos próximos dias. O dinheiro, segundo o provedor, serão aplicados no pagamento do salário dos médicos, um percentual vai para quitar o parcelamento do 13º salário dos servidores de 2017, e na compra de medicamentos e equipamentos que estão em situação precária, antecipou Michel Renan.














Também, recentemente, os atletas Bremer Figueiredo Rodrigues e Thalise Aparecida Silva disputaram a 3ª etapa da Copa Internacional Levorin de Mountain Bike (CIMTB), em Congonhas e a 4ª etapa do GP Ravelli, em Espírito Santo do Pinhal (SP). Ambas as provas foram no formato de maratonas com uma extensão de mais de 40 km e cerca de 1.600 de elevação.






Personagem fundamental na história








São Francisco de Assis, Aislan José Silva (foto) afirma que a doação é importante para manter os estoques de bolsas e abastecer todas as cidades que dependem do órgão, principalmente Três Pontas que tem uma grande demanda. Por várias vezes, o Banco de Sangue precisa convocar doadores para repor o estoque que em determinadas épocas do ano chega a quase zerar. Em setembro de 2016, a Santa Casa estava com dificuldade em atender os pacientes que estavam internados precisando de transfusão.
Os vereadores aprovaram na sessão ordinária desta segunda-feira (25), o projeto que autoriza a Prefeitura a leiloar um terreno que fica na zona urbana do Município de Três Pontas. A aprovação desta lei era muito aguardada pelo Poder Executivo e gerou muitos debates nos bastidores.



