*Caso ocorreu durante comemoração política em Três Pontas, ganhou repercussão nas redes sociais e divide opiniões. Segundo Débora, a filha teria sido puxada pelos cabelos e arrastada por um carro. Ela afirma que também foi agredida e relata ameaças à família.

A confusão registrada no domingo (25), na Avenida Oswaldo Cruz, em Três Pontas, durante as comemorações pelo resultado do segundo turno das eleições presidenciais, continua repercutindo e dividindo opiniões nas redes sociais. Diante da grande exposição do caso, Débora Oliveira procurou a Equipe Positiva para apresentar sua versão dos acontecimentos, que envolveram ela, a filha adolescente e um homem que estava em um veículo.

Em entrevista, Débora relatou que havia chegado há pouco tempo ao local, onde estava acompanhando a apuração dos votos ao lado da filha, em um estabelecimento comercial na avenida. Segundo ela, inicialmente não pretendia ir, mas decidiu acompanhar a jovem por um período.

De acordo com seu relato, o homem teria passado pelo local de carro por duas vezes, dirigindo palavrões à filha. Na terceira passagem, conforme Débora, a adolescente questionou a atitude dele e, nesse momento, teria sido agarrada pelos cabelos. A mãe afirma que o celular da jovem caiu dentro do veículo e que o homem saiu com o carro, arrastando a filha por alguns instantes.

Ao perceber a situação, Débora disse que foi em direção ao veículo para defender a filha e admitiu ter agredido o homem. Ela também afirmou que, durante a confusão, teria sido alvo de ofensas e agressões físicas, incluindo um golpe na região do pescoço e o arremesso de cerveja em seu rosto.

“Quando eu vi que ele estava machucando a minha filha, eu fui atrás. Eu sou mãe e não ia admitir que ninguém encostasse um dedo nela”, declarou. Ela e a filha afirmam ter sofrigo lesões em decorrência do episódio. Segundo seu relato, a adolescente teria fraturado uma das mãos, enquanto ela sofreu uma fratura no pé. A mãe também mencionou hematomas nos braços e nas mãos, além das limitações provocadas pelos problemas de saúde que já enfrenta.

Ela contou que deverá permanecer com a perna imobilizada e que precisa de ajuda para realizar atividades cotidianas. A situação, segundo Débora, também tem afetado a filha emocionalmente.

A adolescente, de 15 anos, já faria acompanhamento por depressão, conforme relatado pela mãe, que associou o quadro a episódios de bullying vivenciados pela jovem em escolas onde estudou. Após a confusão, Débora disse que a filha tem permanecido isolada no quarto e que está preocupada com as consequências físicas e emocionais do episódio.

A mãe destacou ainda a participação da filha em atividades de dança e em iniciativas beneficentes no município, afirmando que a fratura na mão pode prejudicar seus compromissos e sua trajetória na modalidade.

Débora pede respeito e relata ameaças

Com a ampla circulação de vídeos da confusão nas redes sociais, Débora disse estar indignada com os comentários publicados sobre ela e a filha. Segundo a entrevistada, muitas pessoas teriam feito julgamentos sem conhecer toda a situação.

Ela também afirmou que a família recebeu duas ameaças e demonstrou preocupação com a segurança de todos. Durante a entrevista, pediu que os envolvidos e seus familiares deixem de ser alvo de ataques e comentários ofensivos.

“Eu só peço que respeitem a minha pessoa e a minha família. A gente não mexe com ninguém. Nossa vida se chama trabalho”, afirmou.

Débora reconheceu que a situação poderia ter sido conduzida de outra maneira e disse que, diante da tensão do momento, houve reações que poderiam ter sido evitadas. Ainda assim, reforçou que sua atitude ocorreu, segundo ela, ao tentar proteger a filha.

Comemoração política e repercussão

O episódio aconteceu durante a movimentação de eleitores na Avenida Oswaldo Cruz, após a confirmação do resultado da eleição presidencial. Débora afirmou que estava no local com a filha e que as duas acompanhavam a apuração, enquanto havia manifestações e provocações entre pessoas com posições políticas diferentes.

Ela ressaltou que não pretende direcionar suas críticas a um grupo político específico e lamentou que a disputa eleitoral tenha contribuído para um ambiente de hostilidade. Também declarou que o episódio a fez repensar sua participação em futuras eleições.

A entrevistada afirmou ter recebido mensagens e telefonemas de pessoas de diferentes regiões do país após a divulgação dos vídeos. Para ela, a repercussão ampliou o sofrimento da família, principalmente diante dos julgamentos feitos sem que, em sua avaliação, todos os fatos fossem conhecidos.

Equipe Positiva ouvirá os demais envolvidos

Ao final da entrevista, Débora agradeceu à Equipe Positiva pelo espaço para apresentar sua versão. “Procurei vocês porque fiquei indignada com comentários que machucam a gente e nos desmotivam. Eu dei minha versão e espero que as pessoas entendam”, declarou.

A Equipe Positiva reforça que o relato apresentado corresponde à versão de Débora Oliveira sobre o episódio. As circunstâncias da confusão e as responsabilidades de cada envolvido dependem da devida apuração e o caso deve ser investigado pela Polícia Civil, já que foi registrado um boletim de ocorrências.

O espaço permanece aberto para que o homem citado na entrevista e os demais envolvidos apresentem suas versões dos acontecimentos, garantindo o direito de manifestação de todos os lados.