

POLICIAL: Uma mulher de 28 anos, investigada por suspeita de envolvimento em uma série de golpes que podem ter causado prejuízo superior a R$ 1 milhão, se entregou à Polícia Civil em Itanhandu. A investigação aponta que pelo menos oito pessoas podem ter sido vítimas do esquema, entre familiares, amigos e conhecidos da suspeita.
Segundo a apuração policial, a investigada teria utilizado a relação de confiança que mantinha com as vítimas para conseguir acesso a documentos, celulares e informações bancárias. Em alguns casos, conforme os relatos reunidos durante a investigação, pessoas teriam realizado procedimentos de reconhecimento facial acreditando que estavam ajudando em operações legítimas.
A suspeita também é investigada por supostamente contratar financiamentos de veículos utilizando os dados das vítimas sem autorização. A polícia apura ainda denúncias de que ela teria pedido dinheiro emprestado a pessoas próximas com a promessa de devolver os valores posteriormente.
Entre as pessoas que teriam sido prejudicadas está uma idosa de 72 anos que conhecia a investigada havia mais de uma década. A proximidade entre as duas teria facilitado o acesso a informações e documentos, segundo os investigadores.
A prisão preventiva havia sido solicitada pela Polícia Civil e determinada pela Justiça. Antes de ser localizada pelas autoridades, a mulher chegou a ser procurada em outras cidades. Posteriormente, decidiu comparecer espontaneamente à delegacia de Itanhandu, onde o mandado de prisão foi cumprido.
Em sua defesa, a investigada sustenta que também teria sido enganada dentro do esquema. Ela pediu perdão às pessoas que confiaram nela e afirmou que pretende esclarecer sua participação nos fatos. Os advogados também questionam a necessidade da prisão preventiva e defendem que ela possa responder ao processo em liberdade.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar todas as possíveis vítimas, calcular o prejuízo total e esclarecer como as transações financeiras foram realizadas. A versão apresentada pela investigada ainda será confrontada com os depoimentos, documentos e demais provas reunidas durante a investigação.
O caso segue sob investigação e, até que haja uma decisão judicial definitiva, a mulher é considerada suspeita, não condenada.
Foto: redes sociais

















