O candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB, Gabriel Azevedo, esteve em Três Pontas no fim da tarde desta quinta-feira (26). Ele cumpriu uma agenda de compromissos durante a manhã em Varginha e, posteriormente, seguiu para Três Pontas.

Na cidade, Gabriel chegou à Praça Cônego Victor, visitou o Santuário de Nossa Senhora d’Ajuda, rezou diante da herma do Beato Padre Victor e, em seguida, caminhou até a Praça Travessia. Depois, conversou com eleitores em um bar na Avenida Oswaldo Cruz, onde também concedeu entrevista.

Durante a visita, o candidato falou com a imprensa sobre suas propostas para Minas Gerais, com destaque para ferrovias, infraestrutura, saúde, segurança pública, educação, situação financeira do Estado, agricultura e apoio aos produtores de café.

Fé e valorização do Sul de Minas

Gabriel Azevedo, o senhor está visitando Três Pontas nesta tarde. Qual é o objetivo da visita à cidade?

“Estou aqui, sobretudo, para pedir as bênçãos do nosso Beato Padre Victor. Acredito que toda caminhada que é feita com fé vai mais longe.

Eu respeito muito cada uma das nossas cidades mineiras. Cada uma delas tem uma identidade própria. E é muito bonito ver uma cidade que tem essa identidade com a fé.

Estou aqui para pedir essa bênção e também para valorizar muito o Sul de Minas. Estou vindo de Varginha e quero dizer para vocês que eu quero ser o governador das ferrovias.

Para fazer ferrovia, a gente tem que seguir a linha de deixar a briga de lado e conversar com todo mundo, independentemente do lado ou da ideologia, se é de direita ou de esquerda, se vota no Lula, no Flávio Bolsonaro, no Caiado, no Cury ou no Zema.

Aqui tem alguém que não quer ser apenas um palanque de um candidato a presidente. Eu quero ser governador para cuidar do povo mineiro.

Ferrovia conectando o Sul de Minas aos portos significa o café chegando com mais competitividade ao mundo. E o vagão, em vez de voltar vazio, volta com comida. Se não vier de caminhão, chega aqui com a comida mais barata para a mesa das pessoas.

Eu quero cuidar do orçamento do povo mineiro para que sobre mais dinheiro no final do mês.

Quero também uma segurança pública de qualidade. Sou filho de policial, estou do lado da polícia e quero integrar as forças policiais.

Quero um ensino médio que proporcione aprendizagem e qualificação para que o jovem possa sair da escola preparado para entrar no mercado de trabalho.

E quero uma saúde que faça sentido. Todo mundo, independentemente do poder financeiro que tenha, precisa ter direito ao tratamento. Não podemos manter as pessoas circulando de um lado para o outro em ambulâncias se não temos capacidade de atendimento.”

“Não estou querendo saber de briga. Estou querendo cuidar de vocês”, afirma candidato

 

Trajetória política

Para quem ainda não conhece Gabriel Azevedo, quem é o candidato?

“Tenho 40 anos de vida. Para quem em Três Pontas não me conhece, meu nome é Gabriel. Sou nascido em Belo Horizonte.

Sou filho de uma mãe professora, de Araguari, e de um pai policial, de Pirapora. Estudo a vida inteira. Tenho três graduações. Sou advogado, jornalista e professor.

Tenho dois mestrados: um em Direito Empresarial e outro em Cidades, que fiz em Londres. Sou doutorando em Direito Ambiental e estou querendo muito cuidar do povo mineiro.

São 20 anos de vida pública. Fui vereador duas vezes em Belo Horizonte e presidente da Câmara Municipal. Em 20 anos, não tenho nenhuma mancha de corrupção.

Aqui está um cara limpo, ético, que Minas Gerais vai conhecer e vai se orgulhar.”

Durante a visita, Gabriel também fez uma oração diante da herma do Beato Padre Victor e pediu bênçãos para a população mineira.

“Que os sinos que dobram neste momento abençoem a nossa caminhada e o povo mineiro. Não tenho nada a pedir para mim, mas tudo a pedir pelo povo.

Que não sofram em filas de hospital. Que não morram nas nossas estradas. Que sejam educados nas escolas e andem com tranquilidade nas ruas.

Que os sinos abençoem muito as nossas mineiras, que não podem morrer vítimas de feminicídio. Que abençoem os nossos mineiros, que precisam ter oportunidade de trabalhar.

Que os sinos abençoem Três Pontas e os nossos candidatos. Estou com o Arcanjo, candidato ao Senado pelo MDB, e com Paulo Brant, candidato a deputado federal e ex-vice-governador de Minas Gerais.

Que o Beato Padre Victor abençoe a nossa caminhada. Vamos em frente.”

Infraestrutura e situação das estradas

Candidato, qual é o seu plano para Minas Gerais? Quais são os principais desafios do Estado e quais seriam as necessidades mais urgentes?

“A estrada é um grande desafio. Não dá para o povo ter o nosso bolso assaltado com pedágios caros e continuar tendo buracos.

Para isso, temos três propostas. A primeira é um modelo diferente de licitação, que valorize a engenharia e a qualidade.

A segunda é um anuário completo, com transparência radical sobre todos os trechos que nós temos.

E o terceiro ponto, no qual vou insistir, é a ferrovia. Se tivermos mais trens transportando carga, não teremos tantas estradas esburacadas e teremos mais comida barata na mesa.”

Dívida de Minas Gerais

O senhor falou sobre a necessidade de sentar para negociar. Acha que falta isso por parte do governo do Estado, especialmente para negociar a dívida com o governo federal? E como fazer os investimentos necessários diante do tamanho da dívida de Minas Gerais?

“Em primeiro lugar, falta, sim. Governador não é eleito para bater no presidente. Se quer bater no presidente — e isso faz parte da democracia — que vire deputado federal, que vire senador e vá fazer oposição.

Parlamento é lugar de fazer oposição. Governo é lugar de cuidar das pessoas. E, para cuidar das pessoas, a gente precisa do presidente, independentemente de quem seja o presidente.

Aí entra a questão da dívida. Minas Gerais reconheceu uma dívida de R$ 179,3 bilhões em dezembro de 2025.

Havia oito negociações possíveis. É importante manter a negociação que parcela em juros zero. Quem sabe o que é dívida de cartão de crédito vai tentar negociar justamente a parcela sem juros.

Assim, sobra mais dinheiro para cuidar do povo.

Tem outro dever de casa que precisamos fazer: não gastar mais do que se arrecada. A despesa primária tem que crescer na medida em que a receita primária cresce.

Para o ano que vem, o governador está deixando um rombo de R$ 7 bilhões para o povo mineiro.

Vamos lembrar: quando o governador assumiu, ele recebeu um Estado muito complicado. O governador Fernando Pimentel deixou um déficit de quase R$ 10 bilhões e uma dívida de R$ 100 bilhões.

Mas agora estamos chegando a oito anos depois, em que esse governo falou muito mal do anterior, e está entregando um déficit de quase R$ 10 bilhões e quase R$ 200 bilhões de dívida.

O que adianta ficar o sujo falando do mal lavado? Está entregando pior do que recebeu.

Com a gente, haverá responsabilidade com as contas, porque quem não cuida das contas não cuida das pessoas.”

Café e apoio ao produtor rural

O senhor está na terra do café. Se eleito, pretende trazer benefícios principalmente para o pequeno produtor de café?

“Claro. Aqui temos que cuidar do grão até a xícara, valorizando o pequeno produtor, que está precisando da Cemig.

O governo atual está entregando a Cemig para os partidos. Um jornal de Belo Horizonte, de circulação estadual, publicou uma matéria dizendo que o governador entregou a Cemig à coligação União-PP em troca de tempo de televisão.

É por isso também que está faltando energia para o pequeno e para o médio produtor. E isso prejudica muito o povo mineiro.

A Cemig é do povo. Juscelino Kubitschek, que é o político que mais me inspira, criou a Cemig em 1952 para dar energia às pessoas.

Então, meu primeiro compromisso é energia para o campo. Segundo, estrada boa. Terceiro, cultura da tecnologia e da inovação.

Nossos centros técnicos e tecnológicos, nossas universidades, Fapemig, Epamig e todas essas instituições mineiras precisam ser utilizadas para que tenhamos mais produtividade.

Assim, o produtor vai conseguir colocar mais dinheiro no bolso, com outro compromisso que tenho: mais crédito para o produtor rural. O crédito tem que chegar na ponta.

Eu sou da cidade, nasci na capital. Feijão comigo foi plantado só no algodão. Eu nunca vou me fantasiar de produtor porque tenho respeito pelo produtor.

Sei que a comida chega à nossa mesa por causa de gente que acorda cedo, antes de mim.

Mas não existe diferença entre campo e cidade. Somos todos uma coisa só. É por isso que temos que cuidar com muito carinho do nosso campo mineiro e de quem produz o café. É graças ao café que estamos tendo dinheiro para pagar as contas. É graças a essas pessoas que estão na lida, produzindo, e eu valorizo muito isso.”

“Quem não cuida das contas não cuida das pessoas”, diz Gabriel Azevedo

Segurança pública e combate ao crime organizado

Segurança pública também é um problema. Como lidar com essa situação, principalmente diante do crescimento do crime organizado?

Gabriel Azevedo destacou a necessidade de integração entre as forças de segurança e citou a experiência do ex-vice-governador Paulo Brant, que o acompanhava durante a agenda.

Paulo Brant, o senhor poderia falar sobre o que aconteceu durante sua passagem pelo governo em relação às forças de segurança?

Paulo Brant respondeu: “Aconteceu que fizemos uma negociação longa com a área de segurança, envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal. A Assembleia aprovou um projeto de reajuste, negociado longamente. O governador vetou o projeto. Por ocasião desse veto, acabei me retirando do Partido Novo, porque acredito que a palavra dada tem que ser cumprida. O maior ativo que um governo tem é a sua credibilidade.”

Gabriel Azevedo acrescentou: “Ali, eu acho que ele perdeu junto às forças policiais de Minas. E eu estou aqui do lado de quem, portanto, trocou o partido pela polícia.

Com ele, assinei uma carta de 20 pontos defendendo uma pauta para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. Também assinei uma carta com a Polícia Civil. Meu pai era policial civil.

O que defendemos é um centro integrado de inteligência. Porque, se o crime está organizado, o Estado também tem que estar.”

Pesquisas e intenção de voto

Gabriel, nas pesquisas, o senhor aparece como o candidato com a menor rejeição. Como transformar isso em voto? 

“Tem que gastar a sola do sapato.” Nesse momento, o candidato mostrou a sola do sapato e explicou a estratégia de percorrer as cidades mineiras.

“É por isso que estou aqui em Três Pontas. Porque quem não conhece vai ficar me conhecendo.Sabe por que eu sou o menos rejeitado, pessoal? Porque eu não estou querendo saber de briga. Estou querendo saber de cuidar de vocês. Tem um plano de governo. Entrem agora, todo mundo, em gabriel15.com.br. Leiam nosso plano de governo. Me acompanhem no Instagram, no Facebook, no TikTok e no X. Passem a ver que tem um cara que está colocando os pés aqui em Três Pontas para ser mais conhecido. Eu sou o menos rejeitado. Tem quase 70% do povo mineiro que ainda não decidiu em quem vai votar para governador. Vocês lembram do Zema? Quando começou, ao lado do Paulo Brant, diziam que ele não tinha chance. Mas o povo mineiro é sábio. Ele escuta, olha, percebe e, na hora certa, decide. E eu sei que quem comparar plano de governo e biografia vai entender que nós temos o melhor plano de governo para Minas Gerais. Vai entender que aqui tem um cara limpo, esforçado e que está encantado com esta cidade, onde vou pedir as bênçãos agora para seguir a caminhada.”