

A Polícia Civil prendeu, no fim da manhã desta quarta-feira (13), três pessoas investigadas por envolvimento em duas brigas ocorridas na noite de 29 de abril, em frente ao Estádio Municipal José Comuniem, o Campo da Vila, no bairro Santa Edwirges, em Três Pontas.
Os mandados foram expedidos contra um casal de irmãos, de 20 e 25 anos, e uma mulher de 25 anos. As prisões aconteceram nos bairros Santa Edwirges e Jardim das Acácias, onde um dos investigados foi localizado enquanto trabalhava.
Segundo a Polícia Civil, foram decretadas prisões preventivas em duas investigações distintas relacionadas às confusões registradas após uma partida de futebol válida por um campeonato municipal, realizada no popular Campo da Vila.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Dr. Guilherme Banterli Moreira, as investigações começaram imediatamente após os fatos serem comunicados à Polícia Civil. Diversos vídeos gravados por populares foram analisados, além da utilização de outras técnicas investigativas para identificar os envolvidos e individualizar a participação de cada um nas agressões.
“A investigação, mais uma vez, além de célere e rápida, foi extremamente eficaz e bem feita. Esses elementos foram amplamente angariados e trazidos para o inquérito policial, culminando na representação ao Poder Judiciário pela decretação das prisões. Foi representada a prisão de quatro envolvidos, mas o Poder Judiciário, após manifestação favorável do Ministério Público, decretou a prisão de três investigados: um relacionado à primeira briga e outros dois ligados à segunda confusão”, afirmou o delegado.
Os investigados passaram por exame de corpo de delito no Pronto Atendimento Municipal e, em seguida, foram encaminhados aos presídios. O homem foi levado para o Presídio de Três Pontas e as duas mulheres para o presídio de Varginha, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Duas brigas com motivações diferentes

As primeiras informações recebidas pela Polícia Civil apontavam para uma única briga generalizada. No entanto, ao longo das investigações, foi identificado que se tratavam de duas ocorrências distintas, sem relação entre si e motivadas por razões diferentes.
“Conseguimos identificar os autores e individualizar a conduta de cada envolvido, determinando a gravidade das ações praticadas. Diante disso, representamos ao Poder Judiciário pela decretação da prisão desses investigados”, detalhou o delegado.
As investigações continuam e ainda há diligências pendentes para a conclusão do inquérito policial, que posteriormente será encaminhado ao Poder Judiciário. Garrafas e facas teriam sido utilizadas nas agressões.
Segundo o delegado, as motivações ainda não estão totalmente esclarecidas, mas já existe uma linha investigativa definida.
“Uma das brigas envolve um relacionamento amoroso, havendo uma pessoa em comum entre os envolvidos. A outra está relacionada a uma questão familiar e teria começado após uma confusão ocorrida momentos antes. Familiares teriam tomado as dores do parente envolvido e agido contra a vítima”, explicou.
A Polícia Civil informou que todas as vítimas e testemunhas já foram ouvidas, inclusive algumas vítimas ainda no hospital, logo após os fatos. Com a prisão dos investigados nesta quarta-feira, também foram concluídos os depoimentos dos suspeitos.
Ainda conforme o delegado, a principal linha de investigação aponta para tentativa de homicídio qualificada, embora a tipificação penal possa ser alterada ao final do inquérito.
“Pela gravidade das lesões, pelo local dos ferimentos e pela dinâmica dos fatos, tudo leva a crer em uma conduta com intenção de matar ou, subsidiariamente, em dolo eventual, quando a pessoa assume um risco altamente provável de causar a morte”, ressaltou.
Durante os depoimentos prestados na tarde desta quarta-feira, as duas mulheres presas permaneceram em silêncio, exercendo o direito constitucional. Já o homem apresentou sua versão dos fatos.
“A versão dele é de que a vítima teria se envolvido em uma confusão com um familiar dos investigados e, tomando as dores desse familiar, eles decidiram agir pelas próprias mãos, em uma espécie de autotutela, praticando as agressões para, em tese, responsabilizar a vítima”, concluiu o delegado.
Os três acusados podem responder por tentativa de homicídio e a pena varia de 6 a 20 anos de prisão. Das três vítimas uma delas precisou ficar internada, passou por cirurgia no Hospital São Francisco de Assis, mas todas foram liberadas.


















