

O deputado estadual Mário Henrique Caixa (PV), trespontano e atualmente pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, voltou a ter seu nome inserido nas articulações políticas da federação formada por PT, PCdoB e PV. Recentemente, o parlamentar chegou a ser cogitado nos bastidores para uma eventual disputa ao Governo de Minas Gerais — possibilidade que, segundo interlocutores, o deixa honrado e feliz pelo reconhecimento político alcançado. No entanto, neste momento, Caixa mantém seu projeto político concentrado na pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Apesar disso, integrantes da federação também passaram a discutir a possibilidade de o parlamentar integrar a chapa majoritária na disputa ao Senado Federal. O jornal O Fator apurou que Caixa é considerado um nome competitivo para compor dobradinha com Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem e pré-candidata da coalizão à Casa Alta do Congresso Nacional.
O deputado ganhou espaço nas discussões internas por reunir características vistas como estratégicas para a disputa eleitoral: baixa rejeição, forte trânsito político no interior do Estado, perfil moderado e capacidade de diálogo com diferentes correntes partidárias.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a estratégia da federação seria evitar que Marília Campos apareça como única candidata ao Senado no campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse cenário, a inclusão de Caixa na composição teria como objetivo fortalecer a chapa e impedir que o segundo voto do eleitorado progressista migre para candidaturas de direita, como Marcelo Aro (PP) e Carlos Viana (PSD).
Dentro do PV, uma das principais entusiastas da possibilidade de Caixa disputar o Senado é a deputada estadual Lohanna França. Integrantes da legenda avaliam que uma eventual candidatura majoritária do parlamentar poderia ampliar o espaço político do partido dentro da federação com PT e PCdoB, além de fortalecer o desempenho eleitoral do grupo.
Cenário estadual indefinido
As movimentações ocorrem em meio às incertezas sobre uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB) ao Governo de Minas Gerais. Diante da possibilidade de o presidente do Senado não disputar o Executivo estadual, lideranças da federação passaram a debater novos cenários políticos para 2026.
Nesse contexto, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), passou a ser citado como alternativa viável para liderar o grupo na disputa pelo Palácio Tiradentes. Também aparecem entre os nomes ventilados o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o empresário Josué Gomes, ambos filiados ao PSB.
Jarbas Soares, inclusive, é mencionado como possível candidato a vice-governador em uma eventual composição envolvendo Gabriel Azevedo e partidos alinhados ao presidente Lula.
Segundo interlocutores políticos, Gabriel Azevedo já sinalizou a aliados que apoiará Mário Henrique Caixa em qualquer cenário eleitoral. Ainda assim, avalia positivamente uma composição com Marília Campos ocupando a primeira vaga ao Senado e o parlamentar do PV na segunda candidatura da federação.

















