Foto: Equipe Positiva

 

Uma mulher de 46 anos foi presa pela Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (12), no bairro Jardim das Esmeraldas, em Três Pontas, após descumprir medidas judiciais e continuar ameaçando uma servidora pública municipal.

De acordo com a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça depois que a investigada insistiu em fazer ameaças e perseguir a funcionária. As investigações apontaram que a mulher não aceitava o trabalho realizado pela servidora e, por esse motivo, passou a intimidá-la de forma recorrente.

O procedimento investigativo já tramitava há algum tempo na Delegacia e reuniu provas de que a suspeita fazia ameaças de morte e perseguia a servidora, inclusive em seu local de trabalho. Após a conclusão das investigações, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que determinou medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, estava a proibição de qualquer tipo de contato com a vítima — seja presencial, por telefone, meios eletrônicos ou redes sociais — além da obrigação de manter distância da servidora e de seus familiares.

Mesmo após a decisão judicial, a investigada continuou com as ameaças. Segundo a polícia, ela passou a ligar insistentemente para a servidora, principalmente em seu trabalho, afirmando que iria matá-la e dizendo que caso chamasse a polícia a situação seria pior.  Depois de ser informada sobre as restrições impostas pela Justiça, o comportamento da mulher teria se intensificado.

Diante do descumprimento das medidas judiciais, o Poder Judiciário foi comunicado e determinou a prisão preventiva da investigada.

A mulher foi localizada em sua residência, no bairro Jardim das Esmeraldas, e conduzida inicialmente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) para realização de exame de corpo de delito. Após o atendimento, ela se recusou a entrar na viatura e passou a resistir à condução, gritando e contestando a ordem de prisão.

Os investigadores tentaram acalmá-la, mas diante da resistência precisaram levá-la novamente ao PAM, onde ela foi medicada. Mesmo assim, continuou se recusando a entrar no compartimento da viatura.

A equipe policial insistiu que ela obedecesse às ordens e teve todo cuidado durante toda a abordagem. Os policiais tentaram a todo momento conversar com a mulher, orientando para que ela não fizesse força e entrasse na viatura de forma tranquila. Por se tratar de uma mulher, os investigadores também evitaram o uso de técnicas de imobilização.

Após insistência e diálogo, os policiais conseguiram contê-la e colocá-la na viatura sem ferimentos e realizaram o encaminhamento ao Presídio de Varginha, onde ela permanecerá à disposição da Justiça na ala feminina da unidade.