

Desde as primeiras horas da manhã, o público já se concentrava na Praça Cônego Victor para acompanhar o tradicional desfile cívico em comemoração ao aniversário de Três Pontas. Famílias inteiras, estudantes e representantes de diversos segmentos da sociedade se posicionaram ao redor da praça com entusiasmo e espírito cívico. A cerimônia de abertura contou com o hasteamento das bandeiras, realizado pelo prefeito Luis Carlos da Silva, o Luisinho, pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Myller Bueno de Andrade, e pelo tenente da 151ª Companhia da Polícia Militar de Três Pontas Júlio Flávio Costa Viana.
A manhã do dia 3 de julho de 2025 ficará marcada para sempre na memória dos trespontanos. A Praça Cônego Victor, mais uma vez, ficou completamente lotada por famílias, estudantes, músicos, autoridades e representantes de todas as gerações, que se reuniram com orgulho e emoção para celebrar os 168 anos de emancipação político-administrativa de Três Pontas. A data foi ainda mais especial por ser o primeiro aniversário da cidade sob a gestão do prefeito Luisinho, que participou do desfile com entusiasmo e gratidão pela presença maciça e respeitosa da população.
O evento, que já é tradição e motivo de grande expectativa, foi marcado por um clima de civilidade exemplar. Desde cedo, a população ocupou os espaços da praça com espírito cívico e participação ativa, demonstrando o quanto Três Pontas valoriza sua história, sua cultura e suas raízes.
Do Coreto, as autoridades discursaram. O presidente da Câmara Municipal, vereador Myller Bueno de Andrade, foi o primeiro a falar. Em seu pronunciamento, destacou a importância da data festiva e a alegria de celebrar os 168 anos de amor, cultura, religiosidade, música e tantas outras qualidades que fazem de Três Pontas uma cidade única. Cumprindo seu primeiro mandato no Legislativo, Myller lembrou com emoção de suas memórias de infância e da força simbólica que a Praça Cônego Victor representa para todas as gerações.
“Assistir ao desfile hoje aquece meu coração, mostrando que valorizamos nossos antepassados e que, por meio da cultura e da tradição, perpetuamos isso para o futuro”, afirmou o presidente da Câmara.
Na sequência, o vice-prefeito e secretário de Cultura, Lazer e Turismo, Maycon Douglas Vitor Machado, também se dirigiu ao público. “Celebrar mais um ano da nossa cidade é celebrar sua história, sua identidade e, acima de tudo, o seu povo – um povo trabalhador, acolhedor e que carrega no peito o orgulho de viver na terra da fé, da música e do café”, declarou.
Maycon aproveitou para ressaltar outras potencialidades do município, lembrando que Três Pontas também é terra da cachaça, do plástico, da agricultura forte, do comércio pulsante e da indústria que resiste e se reinventa. “É a terra de Padre Victor, de Nossa Mãe, de gente de fibra que não mede esforços para fazer essa cidade crescer”, completou.
Ele ainda relembrou sua trajetória política e reforçou o compromisso com o desenvolvimento da cidade. “Desde meu primeiro dia como vereador, sempre procurei honrar a confiança do povo com trabalho, responsabilidade e compromisso. E agora, como vice-prefeito, sigo firme nesse propósito, colocando o bem-estar da nossa população e o progresso da nossa cidade como prioridade.”
O prefeito Luisinho começou agradecendo a Deus e em seguida falou do trabalho da sua gestão. “Hoje é um dia muito especial. Estamos aqui para comemorar os 168 anos da nossa Três Pontas, uma cidade que carrega uma história linda e que vive, sem dúvida, um grande momento. Nós assumimos este governo com o compromisso de dar continuidade ao trabalho sério e responsável que já vinha sendo feito, e, nesses primeiros seis meses, seguimos firmes nessa missão. Obras importantes que eram sonhos antigos já estão acontecendo ou saindo do papel, como a estrada do Pontalete, o novo PAM, a duplicação da adutora de Sete Cachoeiras e tantos outros investimentos em infraestrutura que melhoram a vida de todos e garantem o bem-estar do nosso povo. Quero fazer um agradecimento muito especial à nossa equipe, que não tem medido esforços para fazer sempre o melhor pela população. Ao lado de cada servidor, da Câmara de Vereadores, dos representantes do terceiro setor, e com o apoio dos nossos deputados, em especial do deputado estadual Mário Henrique Caixa e do deputado federal Diego Andrade, a gente tem mostrado que quando há união, as coisas realmente acontecem. Obrigado a cada cidadão trespontano que acredita, apoia e contribui para que nossa cidade continue avançando. Com união e trabalho, profissionalismo e compromisso, vamos seguir, juntos, construindo uma Três Pontas cada vez melhor”, afirmou o prefeito, sob aplausos.
Neste ano, o tema central da comemoração foi uma justa e emocionante homenagem a Milton Nascimento, um dos maiores nomes da música brasileira, que cresceu em Três Pontas e construiu ali suas primeiras memórias musicais. A homenagem a “Bituca” — como é carinhosamente chamado — foi feita com sensibilidade, arte e talento pelas instituições de ensino da cidade. Os Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs), escolas municipais, estaduais e particulares emocionaram o público ao desfilar representando a vida e a obra de Milton Nascimento por meio de músicas como “Maria, Maria”, “Nos Bailes da Vida”, “Cio da Terra”, “Raça”, “Coração de Estudante”, “Bola de Meia, Bola de Gude” e tantas outras que marcaram gerações e traduzem sentimentos profundos da alma brasileira.
Um dos momentos mais marcantes do desfile foi, sem dúvida, o espetáculo protagonizado pelas fanfarras, que se apresentaram diante do Coreto Municipal, onde estavam posicionadas as autoridades. Ao todo, 11 fanfarras participaram do desfile, além da centenária Corporação Musical Luis Antônio Ribeiro, encantando com sua sincronia, vigor e emoção. Sob regência de maestros que se desdobram nas escolas neste período que antecede a festa, elas mostraram que a música corre nas veias do povo trespontano. Cada apresentação foi ovacionada pelo público, que reconheceu o esforço dos alunos e professores envolvidos na preparação.
A Corporação Musical Luis Antônio Ribeiro abriu a cerimônia com uma homenagem instrumental e o Hino de Três Pontas. Em seguida, a Banda da APAE “Pequeno Príncipe”, ao lado da Escola Municipal Professor João de Abreu Salgado, encantou com a canção “Maria, Maria”. A Fanfarra da Escola Estadual Teodósio Bandeira, acompanhada da E.E. Professora Maria Augusta Vieira Corrêa, apresentou “Cio da Terra”. A Fanfarra da E.E. Jacy Junqueira Gazola, ao lado das escolas municipais Professor Vieira Campos e Cônego Victor, representou a música “Raça”. A Fanfarra da Escola Estadual Monsenhor Silveira, com a Escola Municipal Antonieta Ferracioli Duarte, tocou “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”. A Fanfarra da Escola Coração de Jesus, com a Escola Municipal José Vieira Mendonça, interpretou “Nos Bailes da Vida”. A Fanfarra da E.E. Marieta Castro, ao lado da Escola Municipal Professora Nilda Rabello Reis, apresentou “Coração de Estudante”. Já a Fanfarra da E.E. Cônego José Maria, com a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, trouxe ao desfile a canção “Peixinhos do Mar”. A Fanfarra do Colégio Cootec, ao lado do Polo E-Tec, apresentou a música “Calix Bento”. A Banda Marcial Djalma Tiso, da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, junto com a Escola Municipal Edna de Abreu, encantou com “Paisagem da Janela”. E, encerrando com emoção, a Fanfarra do Colégio Travessia, acompanhada da Ordem DeMolay, apresentou a nostálgica “Bola de Meia, Bola de Gude”.
O desfile cívico também contou com a presença de diversas autoridades, entre elas vereadores, secretários municipais, representantes das forças de segurança e lideranças comunitárias, que prestigiaram o evento e reforçaram o clima de união e respeito que permeou toda a solenidade. Ao final, o sentimento era um só: orgulho de ser trespontano. Três Pontas celebrou seus 168 anos com a grandeza que a cidade merece — reverenciando sua história, fortalecendo sua identidade e reconhecendo aqueles que a representam com talento no Brasil e no mundo, como Milton Nascimento. A homenagem ao artista foi também uma celebração à cultura, à educação e à esperança de um futuro ainda mais promissor para a Terra da Música, da Fé e do Café.
