

Por Mariana Tiso, Equipe Positiva
Preocupações crescem no Sul de Minas após um recente levantamento da Repórter Brasil que detectou a presença de 27 tipos de agrotóxicos na água de oito municípios, incluindo Três Pontas. Esse “efeito coquetel”, uma mistura complexa de substâncias, suscita temores sobre a saúde pública. Especialistas alertam para os riscos associados a esta mistura, apontando para a necessidade urgente de reavaliar as regulamentações brasileiras, que não consideram os perigos dessa combinação.
A Copasa, embora não operando o sistema nas cidades mencionadas no estudo, garante que todas as análises seguem padrões internacionais. No entanto, é o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Três Pontas que está na linha de frente do fornecimento de água na nossa região. Em meio às crescentes preocupações, o SAAE emitiu uma nota de esclarecimento.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO
TRÊS PONTAS-MG
Em resposta à matéria divulgada pelo Portal G1 em 17 de outubro de 2023, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Três Pontas destaca que seu processo de tratamento de água segue rigorosamente os padrões de qualidade definidos pelas normas legais. Desde a captação até a chegada da água nas casas dos consumidores, todas as etapas são monitoradas em conformidade com a Portaria GM/MS nº 888, de 04 de maio de 2021. O laboratório Qualin Análises Ambientais, responsável pelas análises, afirma que os resultados estão bem abaixo dos limites máximos permitidos pela legislação, garantindo a segurança da água para consumo humano.
No entanto, essa não é a primeira vez que a qualidade da água na região é questionada. Em 2019, um estudo semelhante revelou a presença de agrotóxicos em 45 cidades do Sul de Minas, incluindo Três Pontas. O alarmante número de 27 agrotóxicos identificados na água naquele levantamento destaca a urgência de medidas para abordar esse problema crescente.
A exposição aos agrotóxicos representa um grave problema de saúde pública. A ingestão de água contaminada por esses produtos pode resultar em intoxicações agudas, levando a sintomas sérios e, em casos extremos, à morte. Além disso, a exposição crônica está associada a várias doenças graves, desde lesões renais até problemas neurológicos como a doença de Parkinson.

Ministério da Saúde Aborda a Questão
O Ministério da Saúde considera a exposição aos agrotóxicos uma prioridade de saúde pública. Para mitigar esses riscos, é crucial que políticas públicas em diversos setores estejam alinhadas para proteger a saúde da população. O Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) trabalha em conjunto com as Secretarias de Saúde Municipais, Estaduais e o Ministério da Saúde para monitorar a presença de agrotóxicos na água de consumo humano.
Diante desses desafios, a população aguarda ansiosa por medidas concretas das autoridades locais. A Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA) desempenha um papel crucial na promoção da saúde, prevenção de doenças e controle dos agravos decorrentes da exposição aos agrotóxicos. O monitoramento constante é essencial para identificar áreas com maior risco e definir ações preventivas e corretivas.
Em meio a essas preocupações crescentes, o SAAE de Três Pontas reafirma seu compromisso com a qualidade da água fornecida à população. Enquanto a situação é complexa, é imperativo que todas as partes interessadas, desde os órgãos governamentais até os cidadãos, unam esforços para garantir que a água que chega às casas seja segura para consumo humano. A saúde da comunidade está em jogo, e ações coordenadas são essenciais para enfrentar esse desafio comum.
RELMEBRE O CASO
Uma descoberta alarmante sobre a qualidade da água no Sul de Minas foi revelada recentemente, ressuscitando temores sobre a segurança do abastecimento de água em Três Pontas e municípios vizinhos. Um estudo conduzido pela Repórter Brasil apontou a presença de 27 tipos de agrotóxicos na água de oito cidades, incluindo a nossa. Especialistas advertem sobre o perigo do chamado “efeito coquetel”, uma combinação complexa de substâncias que pode ter sérias consequências para a saúde pública.
Com base em dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua) do Ministério da Saúde e testes realizados em 2022, o estudo identificou a presença desses agrotóxicos em diversas redes de abastecimento dos municípios de Jacutinga, Campo Belo, Nepomuceno, Paraguaçu, Paraisópolis, Poços de Caldas, São Lourenço e Três Pontas.
Embora as concentrações da maioria das substâncias estejam dentro dos limites considerados seguros pelo Ministério da Saúde individualmente, a verdadeira preocupação reside na interação desses pesticidas. Até o momento, as regulamentações brasileiras não abordaram adequadamente os riscos associados à mistura desses agrotóxicos, levantando sérias preocupações entre especialistas e a população.
Em 2019, um levantamento similar já havia revelado a presença de agrotóxicos em 45 cidades do Sul de Minas, com sete delas apresentando níveis de contaminação muito acima dos limites permitidos.















