*Além de ameaçar a ex-companheira de morte, ele afirmava que iria levar o filho do casal para que ela nunca mais o visse, por não aceitar o fim do relacionamento

 

Um homem de 30 anos foi preso na madrugada desta quarta-feira (21) após descumprir medida protetiva de urgência concedida à sua ex-companheira, de 26 anos. Segundo o registro, ele vinha perseguindo a vítima, indo repetidamente até o prédio onde ela mora e fazendo ameaças, o que motivou a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva. Com o mandado expedido pela Justiça, o suspeito passou a ser procurado.

Durante a madrugada, uma equipe da Polícia Militar encontrou o homem nas proximidades da residência da vítima, no Centro, novamente em descumprimento da ordem judicial. Em consulta ao sistema, os policiais constataram que já havia três registros de ocorrências relacionadas ao caso neste ano. Ele foi abordado sem oferecer resistência, mas, já dentro da viatura, ficou bastante alterado, passou a chutar o compartimento destinado a presos e voltou a ameaçar a ex-companheira, na presença dos policiais.

Após a abordagem, o homem foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) e, em seguida, levado para a Delegacia de Polícia Civil de plantão, em Varginha, onde permanece à disposição da Justiça.

No início da semana, a vítima procurou a reportagem da Equipe Positiva relatando medo constante e afirmando não suportar mais a situação. Ela contou que vem sendo ameaçada de morte e que o ex-companheiro diz que pretende levar o filho de quatro anos, que ambos têm em comum, para o Paraguai, impedindo que a mãe volte a ver a criança.

Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram que, frequentemente durante a madrugada, o suspeito aparece no local. Em pelo menos três gravações, ele é visto chutando o portão, danificando o interfone, desligando a energia do apartamento e até virando uma das câmeras para evitar ser filmado. Nos dias 10 e 18 deste mês, entre 2h e 3h da manhã, ele voltou ao local e fez novas ameaças. A vítima relata que, diante do histórico de perseguições, agressões e ameaças, teme pela própria vida e pela segurança do filho.

O caso segue sendo acompanhado pelas forças de segurança, pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Mesmo com a existência de medidas protetivas, a vítima afirmou que, até a prisão, se sentia desprotegida diante da recorrência dos episódios.