
Referência para atendimento é Varginha e Três Corações. Santa Casa busca profissionais para suprir vacância ainda no fim de semana
O provedor da Santa Casa de Três Pontas Michel Renan Simão Castro, voltou a falar com Equipe Positiva sobre a situação do atendimento da Maternidade do Hospital São Francisco de Assis. ]

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (03), ele anunciou que o atendimento volta ao normal, com todas as escalas de plantões preenchidas a partir de segunda-feira (06). Os esforços ainda estão sendo feitos para encontrar profissionais para o fim de semana, mas na segunda a situação estará normalizada.
Ele explicou que caso alguma gestante necessite de atendimento, é preciso procurar o Pronto Atendimento Municipal (PAM). Lá a situação será avaliada. Caso a gestação seja de risco habitual ela será encaminhada ao Hospital de Três Corações. Se for de alto risco, o atendimento será em Varginha. Inicialmente a Maternidade de Boa Esperança foi anunciada como porta de entrada, porém a unidade de saúde não quis atender as pacientes de Três Pontas, o que Michel lamenta muito, pois além do Hospital São Francisco de Assis ser referência para o Município, a entidade trespontana sempre atendeu bens os esperancenses.

Michel vai deixar a Provedoria no fim do ano
Michel justificou mais uma vez que esta situação não é financeira. Os salários dos médicos estão em dia, mas falta profissionais médicos dispostos a assumirem os plantões. Para evitar que gestantes cheguem, encontrem a Maternidade aberta, mas sem médicos, gerando riscos as mães e aos bebês, a medida foi adotada como forma de prevenir algo grave.
“A falta de médicos vem se arrastando há bastante tempo. Procuramos mais de 30 profissionais da região, tem profissionais em cidades mais longes, que talvez não compense deles virem, mas nas cidades circunvizinhas mais próximas não encontramos”, detalhou Michel e fez um pediu. “Peço aos profissionais médicos, que neste momento de dificuldade, que estes sete ou oito profissionais e atendam em mais plantões, porque é a população que está desassistida”, solicitou.
O provedor respondeu também que os esclarecimentos feitos por ele, são necessários muitas vezes para mostrar uma realidade que as pessoas que são sabem acabam dizendo e isto se multiplica.
“Naquele momento que usei como professor, estávamos sim vivendo aqui uma catástrofe. Não havia equipamentos, salários dos médicos atrasados a sete meses, funcionários sem receber. O Hospital não tinha nem alimento para servir aos pacientes e não tinha crédito na ‘praça'”.
Michel Renan demonstrou estar extremamente chateado com os comentários maldosos, informações infundadas e acusações que não condizem com a verdade. Eles vem de quem nunca fez nada para ajudar. “Não precisa ter reconhecimento por aquilo que eu faço, porque faço por vontade própria e de forma voluntária, porém, deveria ser pensado que durante estes 7 anos que estou a frente da Provedoria a Maternidade ficou aberta. Porque se eu não tivesse me manifestado que assumiria a Santa Casa, não teríamos a Maternidade aberta, ainda mais toda nova, assim como o Hospital. Este Tribunal de acusação não é justo”, acrescentou.
A Santa Casa tem muito a melhorar, tem se buscado esforços para sempre melhorar e ser cada vez mais humana e eficiente. Em breve será entregue uma nova lavanderia.
Antes de terminar, Michel adiantou à Equipe Positiva que disse que já deu sua contribuição. Que está cansado e vai entregar a Provedoria. Ele afirma que é cobrado pela sua própria família por ser abdicar de estar com eles, para se preocupar todos os dias com a Santa Casa. Michel se com a missão de dever cumprido e que vai dar um tempo. Por isso, revelou que no dia 31 de dezembro, vai entregar a Provedoria oficialmente e não quer assumir nenhum compromisso por enquanto. A decisão é irreversível.
















