

Promover ações em favor da cidadania, controle social, integridade, transparência e ética. Foram estas as atividades que nortearam a comemoração da Semana da Cidadania, realizada entre os dias 08 e 13 de maio, pelo Observatório Social do Brasil (OSB), de Três Pontas.
Foi uma semana inteira de palestras e ações que visaram criar uma formação cidadã. A circulação de notícias falsas, a quantidade de pessoas que se informam somente pelas redes sociais ou aplicativos de mensagem e o potencial de viralização de conteúdos produzidos são elementos que podem alterar e comprometer o exercício da cidadania plena e, por isso, precisam ser discutidos.
Nesta vertente, o tema segurança nas escolas, foi debatido em um dos encontros no salão da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), na noite de quinta-feira (13). O delegado Gustavo Gomes e a sargento da Polícia Militar, Ilza Paula de Brito, lembraram da histeria e momentos de pânicos vividos por muitos pais. O assunto esteve em alta a poucos dias por conta dos ataques em estabelecimentos educacionais do Brasil, o que provocou uma enorme sensação de insegurança.
A serenidade nas escolas e creches voltaram, mas abriu a oportunidade de debater novas medidas para melhorar a segurança como um todo. Em Três Pontas, não houve atentado com armas e facas. O “caso da capacetada” na Escola Estadual Tancredo Neves, são casos que sempre aconteceram, são difíceis de serem evitados, mas a repressão tem sido eficiente. A Polícia Militar agiu rápido, já houve a procedimentação por parte da Polícia Civil e foi encaminhado o caso à justiça.

A Sargenta Paula confirmou que por conta desta preocupação dos pais e atendendo o anseio da comunidade, ampliou o patrulhamento. As polícias, tem realizado um trabalho conjunto e dedicado atenção especial às escolas. “Estas ocorrências são rotineiras, mas que a polícia não pode deixar de dar atenção. Temos feito patrulhamento preventivo com mais enfase, para que inibia comportamentos agressivos, dentro e fora dos estabelecimentos. A lição disso tudo, é que serviu para se investir inclusive na segurança dos prédios escolares.
A militar reforça que é fundamental ter a participação da comunidade escolar como um todo, já que as forças de segurança não conseguem atuar sozinhos. Os pais, recomenda a Sargento Paula, que precisam observar o comportamento dos filhos, o que eles vêem na internet, os jogos que costumam jogar, o que levam para a escola, o ciclo de amizades e os comentários que tem feito. “É precisar comunicar as polícias Militar e Civil, para que os serviços de inteligência possam agir de forma prévia, evitando situações mais desastrosas”, orientou a policial.
Dr. Gustavo complementa que quando se fala em crianças e adolescentes, a escola e a família são dois atores primordiais. A segurança pública atua, há a responsabilização, mas é algo secundário, depois que aconteceu. Muitas vezes, a criança tem um comportamento de depressão, se torna agressivo dentro de casa e na escola.


















