*Inquérito aponta que o jovem Matheus Henrique foi golpeado gravemente três vezes, duas vezes na barriga e uma no peito que foi fatal

A Polícia Civil já concluiu o inquérito que apura a morte de Matheus Henrique Oliveira Borges de 22 anos de idade. Ele foi morto na noite do dia 06 de junho, durante uma briga no bairro Santa Inês em Três Pontas.

O jovem teria ido até a casa dar da mãe de sua namorada dar um apoio a ela, pois estaria sendo ameaçada pelo seu ex companheiro, um homem de 38 anos, que havia acabado de sair da cadeia em Lavras. Matheus teve o vidro do carro quebrado e quando desceu do veículo para tirar satisfação com o acusado, eles discutiram, brigaram e ele acabou sendo atingido no peito por um golpe de um objeto perfuro cortante.

De acordo com o delegado de Polícia Civil Dr. Gustavo Gomes, alguns pontos que estavam duvidosos foram esclarecidos. Um deles é se o autor teria tido a ajuda de alguém. Isto foi afastado não apenas no depoimento colhido por testemunhas mas também por imagens de câmeras de segurança.

Outro ponto que foi confirmado é quantos golpes a vítima teria levado. A Perícia apontou que foram três golpes mais graves – dois do lado esquerdo e direito na região da barriga, um atingiu o peito (coração) que ocasionou a lesão que matou Matheus e um acertou a mão, certamente durante a briga que eles tiveram.

No início das investigações, as testemunhas que estavam no local, indicaram que o objeto usado seria um pedaço do vidro do carro da vítima, mas alguns elementos afastam esta possibilidade. É que cacos do vidro, nem mesmo pó ou resquícios não foram encontrados no corpo da vítima que pudesse confirmar isso.

Indiciado deve irá Juri Popular e pena pode chegar a 30 anos de prisão

Não é descartado, mas a vítima pode ter sido morta por golpes de faca. Na dinâmica narrada por testemunhas, seria que o autor jogou o objeto no chão e certamente seriam encontrados estilhaços na via, mas a Perícia da Polícia Civil realizada no início da manhã do dia seguinte ao crime não encontrou, apenas marcas de sangue. “Não podemos afirmar com 100% de certeza que foi uma faca, mas isto é irrelevante, uma vez que se foi vidro ou uma faca, foi suficiente e capaz de provocar lesões que levaram a morte da vítima”.

O rapaz foi indiciado a homicídio qualificado por motivo fútil e deve ir a Juri Popular. Ele permaneceu em seu silêncio no depoimento dado à Polícia Civil. As investigações apontaram que as ações do acusado indicam que ele teve a intenção e agiu para matar Matheus. Primeiro porque ele corre atrás da vítima. As imagens mostram que ele pega o instrumento usado antes do contato físico com o jovem. E depois porque ele efetua, não apenas um, mais três golpes, em áreas sensíveis do corpo dele. Esta dinâmica afasta a tese de legítima defesa, afirma o delegado, que não tem dúvidas de que foi um homicídio doloso.

O indiciado encontra-se preso no Presídio de Três Pontas e se for condenado pode pegar uma pena que varia de 12 a 30 anos de prisão. O homem que já tinha histórico de violência patrimonial e contra mulheres, inclusive crimes sexuais já esteve preso várias vezes. A última prisão havia sido por causa do furto de um aparelho de TV da casa de sua própria ex-companheira. Após o crime, ele havia fugido e na manhã do dia seguinte se entregou junto sua advogada na sede da Polícia Militar, mas por questões técnicas jurídicas, teve que ser liberado na Delegacia de Três Pontas.

No mesmo dia, a prisão preventiva dele foi solicitada pela Polícia Civil com urgência e aceita pelo Poder Judiciário, que expediu o mandado cumprido no início da noite do dia seguinte ao assassinato de Matheus Henrique.