Secretaria de Saúde promove reunião estratégica para intensificar combate à Dengue começando pela conscientização dos moradores. Dados mostram que criadouros estão nas residências

 

O 1º Levantamento Rápido de Índice (LIRAa), realizado em janeiro de 2026, apontou índice de 5,5% em Três Pontas, classificando o município como de alto risco para transmissão da dengue. O índice considerado satisfatório deve ser inferior a 1%. Foram identificados focos em 28 bairros da cidade.

Os criadouros predominantes pertencem aos grupos B – 35% (depósitos móveis como vasos, pratos, pingadeiras e bebedouros); D2 – 25% (lixo); A2 – 14% (depósitos ao nível do solo, como tambores, barris, tanques e poços); C – 11,3% (depósitos fixos, como tanques, obras, borracharias, calhas e lajes); e D1 – 11,3% (pneus).

Conforme dados epidemiológicos, o município permanece na fase de rotina, com 36 casos suspeitos notificados até o momento, sendo 21 descartados e 15 ainda em investigação.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde realizou, no início do mês, uma reunião com coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Vigilâncias em Saúde e Ambiental. O encontro tratou da mobilização social para prevenção da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, as chamadas arboviroses urbanas.

Foi reforçada a importância da participação da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, especialmente neste período sazonal de maior risco, marcado por chuvas, calor e umidade, fatores que favorecem a proliferação do mosquito.

A Vigilância Ambiental desenvolve ao longo do ano ações de educação em saúde, mobilização social e controle vetorial, incluindo o mapeamento por drones. No entanto, mais de 80% dos criadouros estão nas residências, o que torna fundamental o envolvimento direto dos moradores.

A orientação é que cada cidadão faça uma vistoria de 10 minutos por semana em sua casa e quintal, eliminando qualquer objeto que possa acumular água e servir de criadouro para o mosquito.