Em uma entrevista exclusiva concedida à Equipe Positiva, o delegado responsável pelo caso da morte da adolescente Natally de Oliveira de 14 anos, falou pela primeira vez após a inclusão do laudos com os exames de necrópsia. Dr. Bruno Ribeiro Bastos, esclareceu detalhes chocantes sobre o assassinato que chocou a comunidade de Três Pontas. O criminoso, de 25 anos, casado com a irmã da mãe da vítima, confessou o crime que teve início no bairro Jardim das Esmeraldas, quando ele abordou a menina.

Em depoimento, o denunciado disse que fez sexo com a menina e que inicialmente seria de forma consensual. Depois ela pediu que ele parasse, mas contra a vontade dela, ele continuou. Assim, quando eles se dirigiam ao carro na propriedade rural onde ele morava, em Nepomuceno, Natally teria ameaçado contar o que havia acontecido. Foi ai, que o rapaz a matou menina e depois enterrou o corpo no quintal da casa.

Dr. Bruno, como foi aquela tarde em que a Polícia Civil de Nepomuceno foi comunicada do encontro do corpo da Natally?

Imediatamente após o chamado da Polícia Civil, nossa equipe se deslocou para a zona rural de Nepomuceno, onde o corpo de Natally foi encontrado aproximadamente uma semana após seu desaparecimento. A Polícia Militar de Três Pontas, indicada pelo próprio autor do crime, já estava no local. A perícia foi acionada, e o corpo foi encaminhado ao IML em Belo Horizonte para análises periciais de praxe, considerando as indicações de homicídio e estupro.

E como ocorreu o deslocamento do suspeito até a Delegacia e qual o desfecho dessa etapa?

O acusado foi conduzido à delegacia em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, considerado um crime permanente. Em seu depoimento, ele confessou os crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver, assegurando que agiu sozinho. Após esse processo, foi encaminhado ao presídio de Lavras, onde permanece à disposição da justiça.

Como ocorreu a morte de Natally e onde foi cometido?

Conforme o depoimento do suspeito, o crime começou numa relação sexual consensual na casa do autor, na zona rural de Nepomuceno. Contudo, após a vítima expressar sua vontade de interromper o ato, o suspeito, contra a vontade dela, continuou, configurando o estupro. No trajeto de volta ao carro, Matheus começou a chantageá-la, ameaçando contar à família sobre o estupro. Em desespero, ele pegou um pedaço de madeira e desferiu golpes fatais na nuca e têmpora esquerda de Natally, que veio a óbito no local.

Ele admitiu que houve sexo consensual inicialmente?

Sim, conforme o depoimento, inicialmente houve consenso, mas a vítima mudou de ideia durante o ato. Ele afirmou ter continuado mesmo assim, segurando o braço dela mais forte.

Quando foi ao bairro Jardim das Esmeraldas ele teria explicado o motivo?

Sim. Ele relatou que foi buscar uma blusa esquecida, encontrando Natally em sua casa. Conversaram e decidiram ir para a zona rural de Nepomuceno, onde ele residia, numa decisão consensual.

O crime foi planejado ou uma situação de ocasião?

Tudo indica que foi uma situação de ocasião, desencadeada pelo desespero de Matheus diante da ameaça de Natally revelar o estupro.

Ele tinha algum relacionamento anterior com Natally?

Não, segundo o suspeito. A relação era de tio e sobrinha, e aquela noite foi a primeira vez que tiveram um contato desse tipo.

Ele demonstrou arrependimento durante o depoimento?

Apesar de ter verbalizado arrependimento e considerado confessar antes, ele só o fez quando confrontado com as provas, levantando dúvidas sobre a sinceridade de suas palavras.

Existe a possibilidade de outra pessoa envolvida no crime?

Não. Ele mesmo afirmou ser o único responsável, e não há indícios de participação de terceiros.

Quais os crimes pelos quais o rapaz foi denunciado?

Ele foi indiciado por ocultação de cadáver, estupro e homicídio, com qualificadoras como meio cruel, recursos que impossibilitaram a defesa da vítima e feminicídio.

Como foi a análise do senhor sobre esse caso atípico que chamou a atenção da mídia nacional?

É um caso de extrema barbaridade, infelizmente não tão incomum quanto gostaríamos. A conclusão do inquérito nos permite esperar que Matheus seja condenado, respondendo duramente às penas. A brutalidade dos atos perpetrados por ele é chocante, mas a dedicação da equipe policial permitiu a elucidação completa do caso.

RELEMBRE O CASO NATALLY

Natally Oliveira, de Três Pontas, estava desaparecida há uma semana quando a polícia foi acionada. As buscas levaram à zona rural de Nepomuceno, onde seu corpo foi encontrado. O cunhado da mãe da vítima, tio da menina, confessou os crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver. Seu depoimento, detalhado na entrevista exclusiva feita pelo delegado Dr. Bruno Bastos, revela a brutalidade do crime.

O suspeito, casado com a tia de Natally, buscou a vítima no bairro Jardim das Esmeraldas, sob o pretexto de buscar uma blusa esquecida. O encontro culminou em uma relação sexual consensual, segundo ele, que se transformou em estupro quando Natally manifestou o desejo de interrompê-la. O trajeto de volta ao carro foi marcado por chantagens e, em desespero, o rapaz desferiu golpes fatais contra a adolescente.

Os laudos periciais confirmaram a ausência de álcool ou drogas no sistema de Natally, embora o tempo decorrido entre o crime e a descoberta do corpo tenha dificultado a comprovação da relação sexual. O homicídio foi brutal, com três golpes fatais na cabeça.

O inquérito foi concluído com ele indiciado por ocultação de cadáver, estupro e homicídio, com diversas qualificadoras. A entrevista do delegado ressalta que o crime não foi premeditado, mas uma reação desesperada dele diante da ameaça de revelação do estupro. O autor sentindo a pressão das policias chegando próximo dele, tinha intenção de queimar o corpo de Natally, certamente para não ser localizado e apagar qualquer vestígio.

Este caso, que chocou não apenas a comunidade local, mas também ganhou destaque nacional, evidencia a importância do trabalho policial na busca pela justiça. A esperança agora repousa na condenação rigorosa do acusado dando algum alívio à família de Natally diante da tragédia que abalou a todos.