

“O projeto Centro Dia é maravilhoso. É o desenvolvimento dos jovens com deficiência. Faz bem para ele e para a família inteira”. Foram com estas palavras que Thays Dias Brito, mãe de Kilder Henrique Dias Ferreira, de 23 anos, resumiu o impacto que o Projeto Esportivo, tem na vida de quem participa. Segundo ela, a rotina do filho mudou completamente desde que passou a frequentar as atividades oferecidas pela APAE de Três Pontas. “Se não fosse o projeto, ele estaria ocioso, sentado no sofá ou nervoso dentro de casa. Hoje ele frequenta a APAE três vezes por semana, convive com outras pessoas e se sente mais feliz”, contou. Thays fez questão de agradecer à Instituição e à empresa que patrocina a iniciativa. “Sou muito grata à APAE e à Cemig por manterem esse projeto, que ajuda não só os jovens, mas também toda a família”.

O depoimento foi compartilhado durante o evento realizado nesta sexta-feira (13), no Centro Cultural Milton Nascimento, quando a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Três Pontas promoveu, pelo quarto ano consecutivo, a cerimônia do Projeto Centro Dia Esportivo. A programação marcou a entrega simbólica dos uniformes utilizados nas atividades desenvolvidas ao longo do ano.
O projeto é viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais, com patrocínio da CEMIG, e promove esporte, lazer, inclusão, saúde e qualidade de vida para os usuários da instituição. Atualmente, mais de 150 pessoas com deficiência, vinculadas aos setores de Educação e Assistência Social da APAE de Três Pontas, participam das atividades.
As oficinas esportivas e recreativas incluem dança, caminhada orientada, corrida, futsal, treinamento funcional, atividades recreativas, hidroginástica e natação. O projeto atende principalmente adolescentes e jovens que já concluíram o ensino fundamental e que precisam continuar tendo atividades que estimulem o convívio social e o desenvolvimento físico.

De acordo com a Superintendente da APAE de Três Pontas, Maria Rozilda Gama Reis, o Centro Dia surgiu justamente para preencher essa lacuna. “São pessoas que, depois de concluir a fase escolar, poderiam ficar em casa sem atividades. O projeto foi criado pela Federação das APAEs de Minas Gerais para atender jovens em situação de vulnerabilidade e promover inclusão social, além de trabalhar a saúde corporal”, explicou.
A Coordenadora do Projeto Centro Dia Priscila Vas Tostes, informou que neste ano, a Cemig destinou R$ 297 mil ao projeto por meio da lei estadual de incentivo, recurso considerado essencial para a manutenção das atividades esportivas e de lazer. O programa conta atualmente, com uma equipe formada por nove profissionais, entre coordenadora, assistente social, quatro educadores físicos e três estagiários.
Além das atividades realizadas dentro da Instituição, o projeto também promove ações chamadas de “extra-muro”, permitindo que os participantes pratiquem exercícios e convivam em outros espaços da cidade. Para Rozilda, essa experiência contribui diretamente para o desenvolvimento social dos usuários. “Eles deixam de ficar em casa apenas assistindo televisão, passam a participar de atividades, se movimentam e ampliam o convívio social”, destacou Priscila.
A Superintendente Rozilda Gama, também ressaltou a confiança que a CEMIG deposita no trabalho desenvolvido pela Instituição. Segundo ela, a experiência da APAE na elaboração e execução de projetos e a transparência na aplicação dos recursos são fatores fundamentais para manter parcerias como esta. “A transparência institucional também é o nosso diferencial. A CEMIG sempre teve um olhar sensível para o social e para as pessoas com deficiência. Nós mostramos na prática como os recursos são utilizados e como eles transformam vidas e a realidade de muitas famílias”, afirmou.

Durante a cerimônia, membros da diretoria, da gestão, coordenadores e profissionais da APAE, além de representantes da CEMIG, tiveram suas presenças registradas pelo cerimonial. Entre eles estavam a presidente da APAE, Maria da Aparecida Dionisio Silva, a Superintendente Maria Rozilda Gama Reis, o Gerente Geral Nuno Augusto Alves, além dos representantes da empresa patrocinadora, o engenheiro do sistema elétrico de distribuição Thomas Seixas e a técnica de comunicação Maria de Fátima Fernandes Valias.
Mesmo com as autoridades presentes, o destaque da cerimônia ficou com os próprios participantes do projeto e seus familiares, que ocuparam a maior parte do público no auditório e fizeram questão de prestigiar o evento que simboliza a continuidade das atividades.

Um dos exemplos é Romário Bruno Marques da Silva, de 29 anos, que participa das modalidades de futebol, dança, corrida, caminhada e também integra a banda da APAE. Para ele, receber o uniforme representa motivação para continuar nas atividades. “Os projetos nos incentivam muito e também fazem com que a gente incentive outras pessoas com deficiência a participar. Eu adoro todas as modalidades, principalmente o futebol e a caminhada”, contou. Segundo Romário, antes de participar das atividades, ele ficava mais em casa e hoje tem mais oportunidades de conviver com outras pessoas e conhecer histórias diferentes.
O engenheiro do sistema elétrico de distribuição Thomas Seixas, acrescentou que a CEMIG valoriza muito estes projetos sociais, como este da APAE. “O esporte e a educação são fundamentais para a gente, e a nossa missão é transformar vidas com a nossa energia. Mais uma vez patrocinar estes uniformes é motivo de alegria para todos nós”, justificou Thomas. Desde 2020 a CEMIG já doou mais de R$1,3 milhão somente para fins esportivos à APAE.
A programação do evento também contou com apresentações de dança dos usuários da Instituição, atividade que contribui para o desenvolvimento físico, expressão corporal, autoestima e integração social dos participantes. Outro momento marcante foi a apresentação musical da banda da APAE, que arrancou aplausos do público e reforçou o clima de celebração.
Um dos pontos mais aguardados da cerimônia foi a entrega simbólica dos uniformes do Projeto Centro Dia Esportivo – Ano IV. Representando a CEMIG, Thomas Seixas e Maria de Fátima Fernandes Valias participaram da entrega no palco. Os demais uniformes serão distribuídos posteriormente aos participantes diretamente na sede da APAE.
Para as famílias, o projeto vai muito além da prática esportiva. Ele representa oportunidade, inclusão e transformação na rotina de quem participa — e também de quem convive com eles diariamente. Como resumiu a mãe de Kilder: quando os jovens têm acesso a atividades que estimulam o convívio e o desenvolvimento, toda a família sente a diferença.




















