

A Justiça condenou seis pessoas investigadas na Operação Trem Fantasma pelos crimes de organização criminosa, embaraço à investigação e peculato. As penas aplicadas aos condenados, somadas, ultrapassam 65 anos de reclusão e 200 dias-multa.
A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), núcleo de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas.
De acordo com o Ministério Público, a sentença reconheceu a prática dos crimes de organização criminosa, embaraço à investigação e oito crimes de peculato. Os condenados foram denunciados no âmbito da Operação Trem Fantasma, que apurou um esquema de desvio de recursos públicos no município de Três Pontas. Segundo o MP, eles podem recorrer em liberdade.
Relembre o caso

As investigações tiveram início em 2018 e resultaram na denúncia de sete pessoas, entre servidores públicos e empresários. Segundo o Ministério Público, o grupo integrava uma organização criminosa responsável pela prática de 24 crimes, incluindo organização criminosa, peculato, fraude em licitações e fraude na execução de contratos.
Conforme apurado, o esquema consistia no desvio de dinheiro público por meio da aquisição fictícia de peças automotivas, que eram contratadas e pagas, mas não fornecidas efetivamente ao município. Na época, os investigados chegaram a ser presos preventivamente, mas aguardavam o julgamento em liberdade.
Além desse processo, uma segunda denúncia foi apresentada pelo Ministério Público contra outras nove pessoas pela suposta prática de mais 24 crimes relacionados ao mesmo esquema. Esse processo ainda tramita na Justiça e aguarda julgamento.
A Operação Trem Fantasma foi uma das maiores investigações de combate à corrupção já realizadas em Três Pontas, envolvendo servidores públicos e empresários suspeitos de causar prejuízos aos cofres municipais por meio de fraudes em contratos e licitações.




















