


A policial trespontana Juliana Naves Giraldello Lima assumiu o comando da Polícia Militar de Nepomuceno (MG). Desde dezembro, a 2ª Tenente está à frente do 2º Pelotão da 112ª Companhia do 8º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Lavras. Ela assumiu o cargo anteriormente ocupado pelo 1º Tenente Leandro Henrique dos Santos e, pela segunda vez, o município passa a ter uma mulher no comando da PM.
A Tenente Juliana integra a Polícia Militar há 20 anos e atuou por 15 em sua terra natal, Três Pontas. Tornou-se sargento em 2015 e, após esse período, retornou para o município. Entre 2022 e 2023, realizou o Curso de Formação de Oficiais, em Belo Horizonte. Após a conclusão, foi transferida para a cidade de Itaobim, no norte de Minas Gerais, pertencente à 15ª Região da PM, com sede em Teófilo Otoni, onde permaneceu por um ano, comandando o 2º Pelotão da 80ª Companhia do 70º BPM.
Em julho de 2024, foi transferida para Araçuaí, também no norte de Minas, onde assumiu o comando da Seção Administrativa, função que exerceu por um ano.
Já em julho de 2025, Juliana retornou para mais perto de casa, no Sul de Minas. Inicialmente, foi designada para a 161ª Companhia de Campo Belo, atuando no 2º Pelotão, comandando uma parte do Município e também os destacamentos de Cristais e Santana do Jacaré. Em dezembro, recebeu o convite para assumir o comando da Polícia Militar em Nepomuceno.
Juliana é casada com o 2º Sargento Otávio Lima e é mãe de Sofia. Reconhecida como uma policial extremamente dedicada, ela é vista pelos profissionais que atuam em Nepomuceno como uma comandante com visão detalhista e sensível. Para a equipe, ter uma mulher à frente do comando da PM representa um olhar mais atento, humano e próximo da comunidade.
“Nepomuceno pode esperar muita dedicação e a continuidade do trabalho de meus antecessores, que realizaram um grande serviço. Podem contar com o meu empenho, e espero também o apoio da comunidade para que, juntos, possamos fortalecer a segurança pública”, afirmou a Tenente.
Estar à frente do policiamento de uma cidade sendo mulher é uma experiência desafiadora, marcante e transformadora, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Trata-se de assumir um espaço historicamente ocupado por homens, o que exige preparo técnico, equilíbrio emocional e firmeza nas decisões. Muitas vezes, é necessário provar a competência mais de uma vez, lidar com olhares desconfiados e romper estereótipos. A cobrança costuma ser maior e os erros, menos tolerados.
Por outro lado, a presença feminina no comando representa inspiração e avanço. A mulher traz novas perspectivas para a gestão da segurança pública, com mais diálogo, sensibilidade social, atenção aos detalhes e capacidade de mediação de conflitos, sem abrir mão da autoridade, da disciplina e da objetividade exigidas pela função.
No dia a dia, a comandante concilia liderança operacional, gestão de pessoas, pressão por resultados, relacionamento com a comunidade e autoridades locais, além dos desafios pessoais, como família e vida privada. Tudo isso exige resiliência, organização e uma sólida rede de apoio.
“À frente do policiamento de uma cidade, a mulher demonstra que liderança não tem gênero, mas sim preparo, caráter e compromisso com a missão. Cada decisão tomada, cada tropa comandada e cada ocorrência resolvida reforçam que esse espaço foi conquistado por mérito e que essa presença abre caminho para muitas outras que virão. É uma missão difícil e intensa, mas profundamente gratificante. É fazer história todos os dias, protegendo pessoas e transformando realidades”, relatou a Tenente Juliana.
As mulheres ingressaram na Polícia Militar de Minas Gerais há 45 anos, em 1981, e desde então vêm servindo e protegendo a sociedade mineira. Não apenas na PM, mas em diversos setores, as mulheres têm conquistado e ocupado seu espaço em todos os campos de trabalho, reafirmando a importância da presença feminina também na segurança pública.

















