

Sangue colhido de 100 doadores de Três Pontas, Santana da Vargem e Boa Esperança, vai atender 14 hospitais da região
O Hemoninas de Poços de Caldas, voltou a Três Pontas neste sábado (28), para mais uma mutirão de doação de sangue. A ação aproxima a instituição dos doadores, que tem a oportunidade facilitada de concretizar este gesto de amor ao próximo, sem precisar sair da cidade. Caravanas também vieram das cidades de Santana da Vargem e Boa Esperança. Os doadores tiveram uma excelente recepção no Centro de Hemodiálise. Esta é a segunda vez que a Santa Casa recebe a equipe do Hemominas e eles aprovaram a estrutura usada pela primeira vez, que permitiu o atendimento bastante humanizado e organizado, com com sala de coleta, triagem e recepção. Tanto é que foi proposto novas coletas no local de tão adequado.

A farmacêutica e coordenadora da Agência Transfusional da Santa Casa, Adriana Beatriz Zacaroni, enfatizou que os trespontanos como sempre demonstram de fato serem solidários. Foram cadastrados 100 doadores e logo as vagas foram preenchidas. A Agência Transfusional que organizou o mutirão, conseguiu mobilizar empresas para entregar a cada um dos doadores mimo, uma camiseta personalizada, propagando a importância de doarem sangue. Teve médicos e outros empresários, que disponibilizam um cafezinho no capricho, para antes e de depois da coleta, com muita água e suco natural.

A captadora do Hemominas Maria Lauricéia Esteves Cardoso explica que o Hemominas tem um contrato com a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis e disponibiliza o sangue à entidade. Em contrapartida, o Hospital envia os doadores em Poços de Caldas, porém, vindo ao município há uma parcela maior da população que se dispõe a doar.
Qualquer tipo de sangue é importante, porque há sempre uma pessoa em um hospital aguardando uma transfusão. Os grupos de tipo negativo são os mais raros e mais difícéis de tê-los no estoque. Além do que os negativos também doam aos positivos.
O inverno é o período mais difícil de conseguir doadores, justamente por causa do deslocamento, porque as pessoas ficam mais restritas em casa. No inverno ainda tem as férias escolares de julho, outro agravante. E no final do ano os doadores saem de viagem, também é outro entrave. Mas, é justamente neste período também que as pessoas mais se envolvem em acidentes, precisam de transfusão e tem uma demanda maior.
Podem doar quem tem entre 16 e 69 anos de idade, que esteja com boa saúde, que não esteja com gripe ou resfriado, febre, vômito e diarreia, que não tenha tido hepatite após os 11 anos de idade e precisa pesar acima de 50 anos.
O jovem Otávio Vicente Gouveia, tem 20 anos e doou pela primeira vez e veio incentivado pelos amigos da igreja que frequenta, a Adventista. O estudante universitário, revelou que foi uma grata experiência e a partir de agora será um doador constante. “Fui muito bem recebido, com uma bela mesa de café da manhã, tudo muito confortável e o procedimento não é demorado”, conta ele, divulgando que ninguém precisa ter medo e todos devem colaborar.

O Hemominas precisa de doadores todos os dias, pois o sangue ele é perecível, detalha a captadora Maria Lauricéia, justificando que o sangue tem uma espécie de prazo de validade, e dura em média 5 dias. O estoque é bastante dinâmico e por isso, as pessoas sempre ouvem e vão ouvir que estão precisando de sangue. As doações do Hemoninas de Poços, abastece a demanda de 14 hospitais da região, entre eles o de Três Pontas.
















