A mãe de Natally Oliveira de 14 anos, Natanea de Paula Nascimento tenta ainda entender tudo o que aconteceu e o porque sua menina foi morta desta forma, por uma pessoa que estava sempre dentro da sua casa. Sua única filha foi vítima de um crime bárbaro, morta pelo seu tio, de 25 anos, que era casado a um ano e cinco meses com a irmã de sua mãe. Natanea perdeu além da filha a sua melhor amiga e companheira.

A mãe diz que ainda não está pronta para gravar entrevista sobre o caso, mas aceitou responder algumas perguntas feitas pelo repórter Denis Pereira “A Voz da Notícia”. Ela afirmou que o rapaz não tinha tanto contato com Natally, que ela nunca percebeu que ele poderia ter o interesse na menina, mas ele pedia com frequência para deixá-la ir na casa onde ele morava com a tia na zona rural.

No dia do desaparecimento, a mãe, detalha que o rapaz levou a esposa, Natanea, sua outra irmã e sua sobrinha até ao supermercado e de lá ele iria embora. Ninguém sabia que o acusado voltaria para pegar a blusa de frio na casa da sua sogra, mãe de sua esposa e de Natanea e avó de Natally, que mora ao lado. Só souberam quando voltaram do supermercado. Sobre o carro preto, ele teria comprado no dia que sumiu com Natally. Ele tinha uma moto e teria comprado até sem a própria esposa saber.

Natanea não desconfiou imediatamente dele quando sua filha sumiu. Ela só passou a achar estranho quando fizeram as buscas no sábado e a localização de que a Natally pudesse estar no cafezal próximo do bairro Jardim das Esmeraldas, só dava no aparelho dele.

Nestes dias de buscas, a família esteve no sítio onde o acusado morava duas vezes. Primeiro no domingo a noite. Depois na quinta-feira, a tia da menina, esposa dele foi até lá buscar algumas roupas, já que ela estava ficando na cidade ajudando nas buscas. Quando esteve na zona rural de Nepomuceno não percebeu nada de errado e nunca imaginou que sua filha pudesse estar morta ali.

Ainda segundo Natanea, quando a policia passou a suspeitar de seu então cunhado foi ai que ela passou a desconfiar dele de fato. Porém, a todo momento ele dizia que não tinha nada com isso. Uma pessoa da família chegou a dizer que ele falou que teria que arrumar um advogado. Em um desses dias, ele chorou e pediu que a família fosse na polícia para descarta-lo como suspeito.

A mãe saia todos os dias para procurar pela filha e foram agoniantes. Os momentos mais difíceis nestes dias que Natally estava desaparecida eram a noite, revela Natanea, que queria saber se a sua menina estava comendo, bebendo e se estava passando frio.

Ela procurava porque queria encontrar a filha com vida, mas sentia um forte aperto no peito.“Eu sempre falei que queria ela viva, mas o meu coração dizia o contrário”.

Natanea foi informada sobre o aparecimento do corpo da filha na zona rural de Nepomuceno pelo seu marido, padrasto de Natally. O que ela deseja neste momento é fazer um velório descente para a menina e encerra dizendo “meu mundo acabou”.