

Um caso que intriga a Polícia Civil é o desaparecimento que mais chamou a atenção nos últimos anos em Três Pontas. O sumiço de Natally Oliveira de 14 anos, causa comoção e uma corrente de oração foi formada para que a menina seja encontrada bem e com vida e volte para casa, no bairro Jardim das Esmeraldas, onde ela mora. As buscas chegaram ao sexto dia. Na manhã desta quinta-feira (17), o delegado responsável pelo caso, Dr. Gustavo Gomes recebeu a imprensa para falar do caso.
A complexidade do caso e inicialmente nenhum rastro por onde a estudante passou causa angústia na família e desafia o trabalho policial. Na Delegacia da cidade, a equipe está empenhada, se dedicando em várias frentes de trabalho para colher informações, imagens e evidências que possam montar o quebra cabeça e possa se chegar o quanto antes em Natally. Qualquer informação sobre o caso, podem ser enviadas pelo whatsapp (31) 99443-1122. Este telefone é um contato direto com os investigadores e serve apenas para denúncias.
De acordo com o delegado Gustavo Gomes, a menina é quieta, tímida, leva uma vida pacata, não tem nenhum histórico de relacionamentos e nem mesmo para ir a uma mercearia no bairro ia sozinha. Estas realidades acabam deixando o caso mais misterioso e diminuindo a possibilidade dela ter fugido de casa.

Trabalho de buscas do Corpo de Bombeiros
O trabalho de buscas naquela área de mata e cafezal, próximo do bairro onde a menina mora foi importante naquele momento, afirma Dr. Gustavo. As buscas foram encerradas neste local e a polícia acredita que não exista mais nada vinculado ao desaparecimento. O Corpo de Bombeiros de Varginha já se propôs e se colocou a disposição pois sabe da gravidade do caso. A polícia não afasta a possibilidade de um novo acionamento, para qualquer outro local que possa ter informação de que a Natally esteja. As forças de segurança da cidade estão empenhadas em elucidar o caso, inclusive a Polícia Militar, que também tem seus meios de levantar informações.
As hipóteses da mãe
Em relação ao sumiço da filha, a mãe Natanea de Paula Nascimento, tem contribuído com as informações, levantando algumas hipóteses que são todas checadas pela equipe de investigadores e nenhuma descartada. Várias pessoas foram entrevistadas, contactadas via telefone e a mãe prestou depoimento. Natally que ficou em casa na companhia das primas de 6 e 11 anos. Ela preparou o jantar e iria na casa da avó que mora ao lado, para fazer um curativo no dedo que ela quebrou em um jogo de vôlei que participou na Escola Estadual Marieta Castro, mas a menina nem chegou a aparecer na casa da avó. A mãe busca informações do que aconteceu com sua única filha.
“Não sabemos se houve crime, e por isso não, se pode falar em suspeitos ainda”, detalhou delegado. Os levantamentos são de veículos suspeitos, ligações telefônicas. Tudo está sendo compilado de maneira muito intensa desde segunda-feira. Há materiais que precisam serem vistos para que se consiga fechar um hipótese mais forte.
A família tem recebido muitas informações e ao longo destes dias, pelo menos uma vez por dia aparece uma informação de que ela tenha aparecido em alguma cidade do Estado. A polícia confere todas elas e até agora só se viu pessoas parecidas e em alguns casos que não se confirmou nada. As investigações estão concentradas em Três Pontas, mas a Polícia Civil já demandou a atuação de outras delegacias da região, que foram empenhadas para verificar se Natally esteve em outros municípios.
Sinal de celular
O sinal de celular é uma ferramenta bastante utilizada e conhecida em investigações. O delegado não quis revelar onde foi o último sinal do aparelho celular que a menina levou com ela, nem mesmo se era na zona rural ou em outra localidade. A informação é sigilosa e Dr. Gustavo aponta que ainda é cedo para dizer, já que isto pode criar uma suspeita em pessoas erradas. “Se apontarmos o local, a população pode enxergar um suspeito que não tem nada a ver com o caso”, acrescentou.
Suspeita forte
A Polícia Civil adiantou que a suspeita é que a estudante tenha embarcado em um carro preto, no bairro Jardim das Esmeraldas, onde existem poucas câmeras de segurança. Uma testemunha teria dito isto à família. A hipótese foi levantada desde o primeiro dia e há uma força tarefa para confirmar isto.
Carro preto x fakenews
Por outro lado, áudios e postagens em grupos de whatsapp dão conta que um carro preto estaria percorrendo escolas, fotografando crianças e adolescentes para supostamente sequestrá-las. O delegado Dr. Gustavo responde que isto não é verídico, não existe nenhum registro policial, e nem suspeita de que isto esteja aconteça. E faz um alerta, que em caso de alguma suspeita neste sentido, procurem primeiro a Polícia Militar e Polícia Civil, antes de divulgar algo. É que isto tem causado novamente pânico em pais e diversas pessoas, assim como houve recentemente no caso dos ataques às escolas e creches.
Chegaram até a relacionar o carro preto que estaria no Jardim das Esmeraldas, com este caso envolvendo as escolas. Não há nenhuma relação e motoristas que tem carros da cor preta ao passar na porta de escolas podem até ser hostilizadas por conta disso. “O que precisamos neste momento são informações sérias, especificamente do caso desta menina. Tomem cuidado na divulgação e compartilhamento destes fatos. Procure informações em canais de notícias sérios como a Equipe Positiva”, orienta Dr. Gustavo.
















