A Secretaria Municipal de Saúde reuniu os vereadores no Hospital São Francisco de Assis, em Três Pontas, no fim da tarde desta quarta-feira (14), para esclarecer questões envolvendo o Laboratório Municipal da Prefeitura.

A notícia que havia chegado é que a intenção era fechar a unidade laboratorial. O encontro bastante informal foi realizado com a presença do provedor da Santa Casa, Michel Renan Simão Castro. Além dos parlamentares, alguns funcionários do Laboratório participaram e acompanharam a exposição de números da produção dos laboratórios da Prefeitura e da entidade.

A secretária de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa, iniciou dizendo que os servidores que atuam na unidade laboratorial, são funcionários da Secretaria de Saúde e não de um determinado setor, por isso onde a Prefeitura precisar eles devem ir. Ela explanou que o Sistema Único de Saúde trabalha com o que é chamado de economia de escala, que quer dizer: altíssima qualidade e baixíssimo custo.

Há seis anos quando assumiu a pasta, Teresa revela que o Município realizava gratuitamente exames para cidades da microrregião e o Centro Integrado de Assistência à Mulher e a Adolescente (CIAMA) atendia pacientes de fora sem custo algum. Com o passar do tempo, isto foi mudando.

O provedor da Santa Casa Michel Renan e a secretária de Saúde Tereza Cristina

Na questão do Laboratório Municipal, quando Teresa chegou na Secretaria de Saúde, a unidade não tinha equipamentos, a estrutura estava caindo e a intenção era de terceirizar o serviço. Quando chegou a pandemia buscou-se um caminho para diminuir os custos. Foi feito uma boa reforma e deixou de ser arcaico.

O grande objetivo de se fazer um estudo, é para otimizar o atendimento dos laboratórios da Santa Casa com o da Prefeitura, quem sabe funcionando acoplados, fazendo que o serviço funcione 24 horas, todos os dias da semana, inclusive dias santos e feriados. Um exemplo citado por Teresa, é que quem foi numa unidade de saúde as vésperas do Dia de Corpus Christi, conseguiu fazer o exame somente na segunda-feira. Sem falar que o Laboratório Municipal funciona de segunda a sexta-feira e fecha as 17:00 horas. Quem precisa de um exame básico, tem que fazer ficha e procurar o Pronto Atendimento Municipal (PAM), que está sobrecarregado com média de 300 atendimentos dia.

Com a alta demanda de atendimento no Pronto Socorro, inclusive para fazer exames, é impossível realizar um PAM infantil, para atender as crianças. “Ninguém falou que fecharia o Laboratório ou que mandaria funcionários embora. Foi o começo de um estudo que está sendo feito e estamos comunicando aqui os vereadores”, declarou Teresa Cristina, acrescentando que a intenção é melhorar a assistência da saúde da população.

O provedor Michel Renan Simão Castro interveio na fala da colega da pasta, para dizer que o seu desejo é ajudar, mas as vezes é mau interpretado. Ele diz ter sido convidado e nem foi ele quem marcou a reunião. Os números mostram que a capacidade laboratorial pode aumentar, a Santa Casa tem capacidade de prestar o serviço. A produção do Laboratório Municipal é de 46.675 entre 15/12/2022 a 15/05/2023, média de 9.335. A média de exames realizados pela Santa Casa é de 5.300 nos últimos cinco meses, sendo 1.700 para o PAM, com uma capacidade de 7.500, na estrutura física e humana atual. A economia na mão de obra calculada é de R$5, com R$46.940,95 a menos sendo gastos e R$234 mil em um período de 5 meses.

Participaram da reunião, o presidente da Câmara Antônio do Lázaro, o vice presidente Luan do Quilombo, Luciano Diniz, Professor Popó, Sérgio Silva, Flavão, Paulinho Leiteiro e Robertinho. Eles ressaltaram a excelência no atendimento realizado por esta equipe e a preocupação em remanejar os servidores aos postos de saúde e ficarem ociosos, ainda mais tendo a experiência e prática neste setor.

Saúde de Três Pontas é premiada

Dados estatísticos mostram que a cidade está no caminho certo do quesito saúde. A Secretaria de Saúde vai receber na sua equipe mais três médicos pagos pelo Governo Federal. Com isso, todos os PSF’s serão financiados pelo Ministério da Saúde, justamente por cumprir todas as metas impostas, o que é raro ser feito. Três Pontas tem 16% de cobertura de PSF e ela atribui que as coisas funcionam graças as unidades básicas de saúde, possibilitando que se cumpra todos os indicadores.