A morte de Matheus Henrique Oliveira Borges de 22 anos provocou enorme comoção na cidade. O jovem cheio de planos, teve sua vida interrompida de forma abrupta, ao ir dar um apoio à mãe da sua namorada, durante a noite de terça-feira (06), na casa dela no bairro Santa Inês.

O promotor de vendas foi morto, segundo a polícia, com golpe de pedaço de vidro, do seu próprio carro, que foi quebrado pelo autor. O suspeito de 41 anos, que havia saído do Presídio de Lavras, onde cumpria pena por ter furtado a TV da companheira, fugiu do local. Ele estava fazendo desde que saiu fazendo o uso imoderado de drogas e ficou agressivo. Quando as polícias Militar e Civil passaram a procurá-lo, a sua advogada de defesa o apresentou no Quartel da Polícia Militar.

Bastante agitado, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, mas por questões técnicas jurídicas precisou ser liberado. Uma delas envolve a questão do tempo para lavrar a prisão em flagrante. Ele não tinha condições nem mesmo de prestar depoimento. “Logo após o crime a PM diligenciou, não encontrou o autor, que se apresentou, inviabilizando a lavratura do flagrante, mas não impediu a sua prisão”.

Antes que o acusado saíssem da sede policial, o delegado Gustavo Gomes, já solicitou sua prisão preventiva ao Poder Judiciário. O mandado foi solicitado com urgência, foi expedido pela justiça e cumprido imediatamente.

Início da noite, o homem com histórico de violência patrimonial e contra mulheres, inclusive crimes sexuais já estava preso. Ele foi encaminhado ao Presídio Rita de Cássia da Luz onde permanecerá a disposição da justiça.

O delegado Gustavo Gomes destaca que existe uma legislação que tem que ser cumprida. Por vezes ela leva a sensação de impunidade e insegurança, que eles mesmos que atuam na área ficam chocados, mas existem regras e leis a serem seguidas. Certo é, que tudo foi feito de forma correta, até mesmo os advogados de defesa que convenceram o autor a se apresentar. A Polícia Civil que demandou ao Ministério Público que foi sensível à causa e o Poder Judiciário que entendeu a necessidade de recolher o rapaz para que ele responda a este crime tão grave preso.

As palavras que Dr. Gustavo termina a reportagem traz conforto a família da vítima e aos moradores que viram ele andando pelas ruas, logo após a notícia da sua prisão no fim da manhã. “Foi feito tudo da maneira adequada e correta e será feito por todos os órgãos envolvidos, na sequência que será dada pelas instituições de Defesa Social”, justificou.

O inquérito será concluído em 10 dias e está bastante avançado. Pessoas que estavam no local do crime já foram ouvidas. A Polícia Civil aguarda o resultado do laudo técnico para confirmar se ele foi mesmo morto com o golpe do vidro, ou com outro objeto e depois indiciá-lo.